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Educação

Professores do UBM vão fazer greve

17/05/2018 16:30:03

Os professores do UBM (Centro Universitário de Barra Mansa) chegaram ao seu limite. Após mais de dois anos convivendo com atrasos de salários, eles decidiram, em assembleia realizada na quarta-feira, entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça, dia 22. Além de três meses de atraso salarial, a instituição deve aos seus funcionários o 13º salário de 2017 e um terço das férias de quem recebe acima de R$ 2,5 mil.

- A greve vai durar até que eles apresentem uma proposta concreta de pagamento, que signifique dinheiro na conta. Aí faremos uma nova assembleia – disse ao FOCO REGIONAL o diretor do Sinpro-SF (Sindicato dos Professores do Sul Fluminense.), João Dalboni.

De acordo com ele, os professores já deram “todo o crédito de confiança” ao centro universitário, sem que as promessas de regularização do pagamento tenham sido cumpridas. “Tem professor que já não tem condições nem de pagar passagem de ônibus para ir trabalhar”, lamentou o sindicalista, lembrando que nas outras vezes em que a proposta de greve foi proposta, acabou rejeitada pela esperança de uma solução. “Muitos professores têm 20, 25 anos de casa”, destacou Dalboni.

A folha salarial do UBM, segundo foi dito ao Sinpro-SF, gira em torno de R$ 800 mil mensais. A direção alega que a crise financeira que enfrenta, conforme nota divulgada na semana passada, quando os professores fizeram uma manifestação contra os atrasos, teria como causa empréstimos bancários feitos em 2015 e 2016 para a cobertura de despesas correntes naquela época, conforme o próprio UBM informou em nota, quando foi divulgada a notícia do despejo determinado pela Justiça do campus Cicuta, em Volta Redonda.

Ainda de acordo com a nota, como o mercado se encontrava restritivo para a concessão de crédito naqueles anos, os empréstimos foram tomados à curto prazo com elevadas taxas de juros, asfixiando financeiramente a instituição. “Com a aprovação de uma nova operação de crédito – que permitirá o alongamento de toda a dívida e com taxa de juros reduzida –, seria gerado saldo de caixa suficiente para regularização dos salários até o final deste semestre”, diz a nota da semana passada do UBM, com a ressalva de que “a materialização desta operação” ainda demandaria mais alguns dias.

De acordo com o diretor do Sinpro-SF, o UBM apostou também na liberação de uma verba em torno de R$ 6 milhões, do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que teria sido bloqueada por dívidas com o Fisco.

O UBM tem cerca de 200 professores, segundo sua assessoria de comunicação. São 26 cursos de graduação, além de pós e cursos de extensão. Mantido pela Sobeu (Sociedade Barramansense de Ensino Superior), o centro universitário nasceu em 1966 com a faculdade de Direito. Desde então, enfrentou apenas uma greve de professores, no final da década de 1980, por reajuste de salários.

- Greve por atraso de pagamento, ao que se sabe, esta será a primeira – confirmou João Dalboni.

Hoje, segundo sua assessoria, são cerca de cinco mil alunos somados os campis Barra Mansa e Cicuta, de onde a ação de despejo não foi executada porque, segundo a instituição, em abril houve uma negociação com a Caixa Beneficente dos Empregados da CSN, dona do imóvel, para parcelamento dos débitos.

Sobre a paralisação programada para a próxima semana, também em nota, divulgada nesta quinta-feira, o UBM disse que, “havendo greve, as aulas serão posteriormente repostas”. E acrescentou que “a gestão administrativa está tomando as devidas providências para que a atual situação da instituição seja regularizada o mais breve possível, e que tais processos se encontram em fase de conclusão”. (Foto: UBM)

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