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Educação

Professores de Volta Redonda adiam votação sobre greve

25/04/2018 18:20:40

Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira, que lotou as dependências da Câmara Municipal, os professores da rede pública de Volta Redonda decidiram adiar a votação sobre greve e decidiram esperar por outra reunião, na próxima quarta-feira, com o prefeito Samuca Silva. No mesmo dia, eles vão fazer mais uma meia paralisação e terão outra assembleia, no mesmo local. Pela manhã, os professores se concentraram em frente ao Palácio 17 de Julho, sede do governo municipal.

A categoria está reivindicando do governo o pagamento do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), ajuda financeira para cursos, auxílio-alimentação, pagamento do Piso Salarial Nacional e o cumprimento da lei que garante um terço da carga horária do professor para planejamento. Todos os benefícios estão previstos em lei, ressalta o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação).

Antes das atividades desta quarta, uma comissão do Sepe e de diretores foi recebida na terça, no Palácio 17 de Julho, pelo prefeito. A reunião também seria nesta quarta, mas foi antecipada a pedido de Samuca, pela necessidade de se ausentar da cidade

Segundo o Sepe, o prefeito afirmou que não há recursos para a implantação do PCCS e do piso. Quanto ao reembolso pelos cursos, o prefeito cobra que os professores apresentem comprovante do valor, já que, até então, a prefeitura vinha efetuando o pagamento da ajuda financeira independente de comprovação. Também de acordo com a direção do Sepe, ele deixou claro que, neste ponto, não mudará de posição, mesmo que haja greve. O departamento jurídico do Sepe entende que a lei que concede o benefício não estabelece mensalidade, mas ajuda de custo, o que incluiria outros gastos.

No caso do pagamento do PCCS, a prefeitura chegou a reservar R$ 500 mil para fazer o pagamento ao funcionalismo em geral e aos professores. Porém, o Sindicato do Funcionalismo rompeu um acordo que teria feito com o Sepe e exigiu receber sozinho, o que foi determinado também pela Justiça.

- O prefeito diz que entrou na prefeitura há um ano e meio, que não teve tempo hábil de resolver todas as questões. Mas isso não é desculpa, afinal ele é que está no poder e foi eleito para administrar e garantir nossos direitos. E se ele está lá há pouco tempo, os profissionais da educação sofrem há mais de vinte anos. Por isso, não podemos mais esperar – disse Maria da Conceição, diretora do Sepe.

Na assembleia, os professores decidiram como prioridades para a próxima reunião com o prefeito o PCCS e o piso nacional. “Além disso vamos tratar com prioridade a redução da jornada de trabalho dos funcionários para 30 horas. É uma pauta já em questão há muito tempo”, completou. (Foto: Divulgação)

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