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Economia

Prefeito aponta histórico de reclamações, acidentes e irregularidades para tirar linhas da Sul Fluminense

11/05/2019 11:55:31

Ao decretar a caducidade de todas as autorizações, permissões e ordens de serviço relacionadas aos serviços prestados pela Viação Sul Fluminense em Volta Redonda, o prefeito Samuca Silva enumerou de forma praticamente cronológica o histórico de reclamações da população atendida, as fiscalizações da SMTU (Secretaria Municipal de Transportes Urbanos) e as próprias manifestações da empresa em relação às cobranças de melhoria, feitas pela prefeitura, para justificar a intervenção decretada na tarde da sexta-feira. Com a medida, conforme informou o governo, outras três empresas – Elite, Pinheiral e Cidade do Aço – assumirão temporariamente linhas atualmente operadas pela Sul Fluminense. A previsão é de que esta substituição comece a acontecer a partir da próxima terça-feira.

O decreto está disponível na página oficial do município na internet (clique para acessar). Ainda não foram determinadas em quais linhas da Sul Fluminense as outras empresas passarão a operar. O texto menciona ainda o caráter precário da concessão do transporte coletivo na cidade e que, antes de tomar a medida, classificada como “drástica”, foi assegurado à Sul Fluminense “o direito de ampla defesa e resposta”.

O decreto cita as reclamações de usuários recebidas diretamente pela Suser (Superintendência de Serviços Rodoviários) e ofícios com pedidos de providência de associações de moradores, como a do São Luiz, de junho do ano passado, se queixando do “péssimo serviço prestado”, como a quebra de veículos, não cumprimento de horários e acidentes envolvendo ônibus da empresa. O decreto fala de colisões, batidas em poste, ônibus subindo em calçadas (por falha de freios) e até soltura de rodas e volantes. Também é citado um abaixo-assinado de moradores do Eucaliptal, apontando ônibus com cadeiras rasgadas e pneus carecas.

O prefeito levou em conta também, conforme consta no decreto, que a Sul Fluminense incluiu apenas em 33,3% de sua frota plataformas para cadeirantes. Outro ponto considerado por Samuca foram reuniões realizadas com a Sul Fluminense, em dezembro do ano passado, com a finalidade de discutir a melhoria dos serviços, “não sendo demonstrado pela empresa qualquer medida efetiva neste sentido”.

Observa ainda o decreto que, até a data de sua edição, foram registradas pela fiscalização 412 irregularidades em veículos da Sul Fluminense, como transporte irregular, não cumprimento de horários, ônibus danificados e problemas de acessibilidade. Cita ainda a retirada de circulação de 25 ônibus por irregularidades como ruídos, problemas nas rampas de acesso, assoalho e [outros] defeitos.

O decreto aponta ainda o fato de que, em 19 de fevereiro deste ano, a empresa já tinha sido notificada sobre as deficiências no serviço e cita um ofício da empresa à prefeitura considerando “insignificantes” o número de reclamações em comparação com o total de passageiros transportados.

TEMOR – Desde que Samuca antecipou publicamente, um dia antes da edição do decreto, que iria intervir no serviço prestado pela empresa, funcionários da Sul Fluminense estão se mobilizando, pois temem ficar desempregados. Na próxima segunda-feira, eles pretendem fazer uma manifestação em frente ao Palácio 17 de Julho. Depois, pretendem se dirigir à Câmara de Vereadores. Eles citam como exemplo o que ocorreu com a Viação Agulhas Negras, também em Volta Redonda, na década passada, e em Resende em Barra Mansa.

Por sua vez, o Sindicato dos Rodoviários já informou aos trabalhadores que pretende mobilizar o MPT (Ministério Público do Trabalho) para que os funcionários não saiam prejudicados. A participação do sindicato nas discussões, no entanto, está sendo veementemente contestada por muitos empregados da empresa.

Neste sábado, segundo uma fonte ligada à direção, a Sul Fluminense está se mobilizando para tentar suspender, na Justiça, o decreto assinado por Samuca. Desde a noite da sexta-feira, o FOCO REGIONAL já se colocou à disposição da empresa de ônibus para se manifestar a respeito da decisão do governo, o que não ocorreu até o momento desta publicação. (Foto: Arquivo)

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