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Política

Pré-candidato a presidente, Alvaro Dias visita Volta Redonda

16/07/2018 19:43:45

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR), pré-candidato a presidente da República, defendeu na tarde desta segunda-feira, em Volta Redonda, um “pacto de governabilidade” para tirar o país da crise. Ele veio à cidade a convite do prefeito Samuca Silva, do mesmo partido, e conversou com jornalistas no Hotel Bela Vista, antes de seguir para a Câmara de Vereadores. Dias também se posicionou favorável à reforma tributária e, sobretudo, a política – sem a qual, segundo ele, “o país se torna ingovernável e dificulta o consenso”.

Com 6% de intenções de votos segundo a última pesquisa nacional, divulgada em junho (contratada pela CP Investimentos), o senador demonstrou otimismo com a campanha, que, segundo ele, começa para valer a partir de agora e citou como exemplo o próprio Samuca, que na disputa eleitoral de 2016 começou com 0,8%, chegou ao segundo turno e ganhou a eleição municipal.

- É bom estar acompanhado do Samuca. É como aquele ditado: diga-me com quem andas e te direi quem és – afirmou o presidenciável, afirmando ainda que o prefeito de Volta Redonda é “um líder emergente no estado do Rio e, principalmente, na região”.

Dias minimizou as divergências que estão ocorrendo no Podemos de Volta Redonda, envolvendo Samuca, o também senador Romário, pré-candidato a governador, e o empresário Rogério Loureiro, que disputará uma cadeira de deputado estadual e não compareceu à coletiva. Samuca estava na mesa com Fernando Samuquinha e o vice-prefeito Maycon Abrantes, que, na semana passada, anunciaram a desistência de disputar as eleições deste ano.

- As divergências locais não nos alcançam atualmente e serão superadas. Acima delas está a população – disse. Ao final da entrevista, Samuca garantiu estar alinhado com Romário e Rogério Loureiro. “Partido é assim mesmo, discute, discorda. Existem diferenças, mas acreditamos nesta mudança”, salientou, se referindo ao pré-candidato.

Temas nacionais

A entrevista teve mais foco em questões nacionais.  Dias classificou de “verdadeira anarquia” o número de partidos, que, a exemplo de Samuca, chamou de siglas, pelo excesso de legendas registradas. “Se tornarão partidos no dia em que fizermos a reforma política. O atual modelo está derrotado”, analisou para, em seguida, afirmar que a população clama por mudanças, o que a eleição é uma oportunidade para debater.

- É preciso recuperar a crença da população no debate eleitoral. Não é o povo que não sabe votar, nós é que não oferecemos alternativas – declarou, defendendo a redução do estado, do número de parlamentares e de partidos, além de penduricalhos que aumentam os vencimentos dos agentes público. Neste sentido, lembrou que abriu mão de benefícios como aposentaria especial por ser ex-governador do Paraná e de benefícios recebidos por parlamentes. “Abdiquei disso para poder dizer que, se for eleito, vou acabar com estes privilégios”.

Apesar de criticar o PT, afirmando que os governos Lula e Dilma “assaltaram os cofres públicos”, o senador paranaense classificou de “disputa esquizofrênica entre ladrões e honestos” o debate que vem sendo travado entre a esquerda e a direita no país.  Tentando colar a imagem de uma terceira via capaz de caminhar no centro do espectro político, ele se disse disposto a defender valores tanto da direita quanto da esquerda. Mostrou-se, por exemplo, favorável ao programa Minha Casa, Minha Vida, mas melhor gerido, e até a expansão do Bolsa Família, garantindo o pagamento ao beneficiário mesmo que ele atinja dois anos de carteira assinada, para que não corra o risco de perder o benefício em caso de demissão neste período: “Sou favorável ao Bolsa Família por ser um programa de distribuição de renda”.

Alvaro Dias só se sentiu incomodado quando um repórter perguntou a respeito de supostas ligações dele como o doleiro Alberto Yousseff. Em 2015, na CPI do Petrobras, o doleiro afirmou que teria financiado a campanha do senador com recursos desviados da prefeitura de Maringá (PR). Sem citar o nome de Yousseff, ele respondeu: “Esqueça isso. Este cidadão nunca financiou nada meu”.

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