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Política

Poucas & Boas: Taxa de luz gera curto-circuito entre vereadores

10/10/2017 21:43:46

FERNANDO PEDROSA

Aprovada em regime de urgência e preferência no final do mês passado pela Câmara de Vereadores de Volta Redonda, a Cosip (Contribuição para o Custeio dos Serviços de Iluminação Pública), popularmente conhecida como taxa de iluminação, rendeu uma prolongada discussão na Casa, na sessão realizada na noite desta terça-feira. Principalmente entre o líder do governo, Washington Granato (PTC), que articulou a aprovação da mensagem do governo municipal (foram 18 votos favoráveis) e Jari (PSB) e Fernando Martins (PMDB). O primeiro se absteve de votar e, o segundo, votou contra. Carlinhos Santana (SD), outro que votou contra, havia deixado a sessão quando o confronto verbal emergiu.

Alta tensão

Ao defender a aprovação da taxa, Granato fez uma longa defesa do governo Samuca Silva, justificando tanto a obrigatoriedade de criar a contribuição como a necessidade, diante do quadro financeiro da cidade. Elogiou a “coragem e responsabilidade” dos que votaram a favor, que, segundo ele, foram avisados que iriam “apanhar”, ou seja, receber críticas.

A fala de Granato provocou, primeiro, a reação de Jari. O vereador explicou que não votou nem a favor nem contra porque a mensagem chegou à Câmara por volta das 14 horas e meia hora depois já estava sendo votada. No seu entender, não houve tempo para analisar a matéria.

Fernando, por sua vez, disse que votou contra justamente por agir com responsabilidade.

Faíscas

Granato retomou a palavra e atacou, principalmente, o pessebista. “Pior que votar sim ou não, vereador, é ficar em cima do muro”, disparou, se vangloriando de jamais ter deixado de se posicionar contra ou a favor de qualquer matéria em votação na Casa. “Todos tiveram tempo para ler, até porque todos somos letrados”, acrescentou Granato, insistindo na tese de que a cobrança – que vigorará a partir de janeiro – “vai levar a pagar mais quem pode pagar mais, a pagar pouco quem pode pagar pouco e a não pagar nada quem não pode pagar”.

Jari ficou irritado e devolveu dizendo que a contribuição foi votada sem que a população fosse ouvida. “Não sou covarde. Sou sujeito homem e voto com responsabilidade”, devolveu Jari, frisando que a abstenção é regimentalmente prevista.

A fala do colega levou Granato a ironizar que não tinha dito que Jari tenha sido covarde e, mais ainda, por ele usar a expressão “sujeito homem”.

Choques

Com Fernando Martins, o embate de Granato foi mais ameno, mas irritou o peemedebista ao afirmar que, na véspera da votação, ele já teria antecipado que votaria contra, “mesmo sem conhecer a matéria”.

Fernando garantiu que não fez tal informação, dizendo que o líder do governo estaria equivocado. Após a sessão, comentou com a coluna: “Desafio o Granato a provar isso”.

Apagão

Por falar em taxa de iluminação, o movimento “Vem Pra Direita” fez uma convocação ao longo do dia, inclusive com carro de som, para um protesto em frente ao Palácio 17 de Julho, sede do governo municipal. Carlinhos Santana saiu da sessão justamente para participar da manifestação, mas, pelo que a coluna constatou, a convocação teve um retumbante fracasso.

Pelo menos no local anunciado, não havia praticamente ninguém.

Fernando Pedrosa é editor do FOCO REGIONAL

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