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Estado

Polícia do Rio identifica suspeito do ataque à Porta dos Fundos

Até o momento desta publicação, ele era considerado foragido

31/12/2019 14:40:07

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou um dos cinco homens suspeitos  de participarem do ataque, na véspera do Natal, à produtora Porta dos Fundos, no Humaitá, com bombas caseiras. Na manhã desta terça-feira, foi realizada realizou uma operação para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão referentes ao suspeito, identificado como Eduardo Falzi Richard Cerquise, que não foi encontrado e é considerado foragido.

O delegado Marco Aurélio de Paula Ribeiro, titular da 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo), responsável pelas investigações, disse que existe a possibilidade de que o suspeito seja o integrante principal do grupo, sendo o organizador do atentado.

Segundo o delegado, o perfil do procurado é violento. "Ele tem livros ligados à religião cristã, ao islamismo, esses dados foram obtidos hoje durante a busca e apreensão. Ele é empresário, classe média alta. Esse é o perfil traçado nas diligências a partir de hoje. Essa investigação está só no seu início. Devemos identificar os demais [acusados] que praticaram os atos”, disse Ribeiro.

Cerquise, ainda de acordo com o delegado, tem outras acusações por agressão e ameaças, inclusive uma pela Lei Maria da Penha e a situação dele, segundo o delegado, se agrava por ter antecedentes criminais. “[Se] agrava porque se ele está respondendo processo em liberdade e comete outros delitos, provavelmente, e isso é uma decisão da Justiça, se irá prorrogar a liberdade provisória ou se decreta a sua prisão novamente nesse processo”, disse.

Operação

Durante a operação, policiais estiveram em um endereço residencial na Barra da Tijuca, em dois comerciais na Praça Mauá, no Centro, sendo que um deles também era identificado como residencial; e em outro no Engenho Novo. Nesse último endereço funciona um posto de combustíveis, que já não pertence mais a Cerquise.

Na Barra, os agentes encontraram R$ 119 mil, dois simulacros de armas de fogo, facões, munição, camisa de entidade “filosófica e política” e computadores. O delegado disse que nenhuma linha de investigação está sendo descartada, inclusive de ligação com a Frente Integralista Brasileira.

Durante a operação, como o suspeito não foi encontrado, o delegado disse que ele é considerado foragido, mas ainda não é o caso de inclusão do nome dele na lista vermelha da Interpol. “Estamos à procura do investigado. As provas foram produzidas, a prisão foi decretada pela Justiça e as diligências continuam no intuito de localizá-lo. Nos endereços que ele declara como de residência, não foi encontrado”, acrescentou Ribeiro.

Segundo o delegado, a prisão temporária decretada contra o suspeito tem prazo de 30 dias, mas pode ser renovada por igual período. O prazo do inquérito também é de 30 dias, que se completam no dia 26 de janeiro e pode ser renovado.

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