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Polícia

Polícia Civil não explica demora em avisar família da morte de servidor

06/05/2018 16:49:19

Mais de 30 horas depois de o FOCO REGIONAL solicitar à Polícia Civil informações sobre o motivo da demora de cinco dias para que a família do servidor público Ronaldo Santos de Oliveira fosse avisada de sua morte, a assessoria da corporação não respondeu. Ronaldo, que completaria 42 anos no último sábado, morreu baleado por um policial militar, no último dia 29, na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo a PM, ele teria tentado fugir de uma abordagem. Em nota, a PM disse que, no carro do servidor, foram encontradas uma arma e substâncias entorpecentes. Sustentou também que ele foi perseguido por agentes do 22º BPM (Maré), após desobedecer a uma ordem de parada, quase atropelar três pedestres num ponto de ônibus e também tentar atropelar o policial que disparou, sendo atingido e morrendo no local. “Ao perceber o cerco dos policiais militares mais à frente, ele acelerou e tentou atropelar o policial, que atirou contra o veículo vindo a atingir o condutor", diz a nota da PM.

A família do servidor, no entanto, contesta as informações e já constituiu um advogado. A nota da PM informa que o caso ocorreu na Maré, na Zona Norte do Rio. O atestado de óbito informa que Ronaldinho, como era conhecido o servidor, morreu na Avenida Brasil, em Olaria, na mesma região da capital. As duas localidades são próximas.

Polícia Civil não explica demora em avisar família da morte de servidor

Das solicitações feitas pelo FOCO REGIONAL, a assessoria da Polícia Civil se limitou a informar que o caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH) da capital. Ao jornal O Dia, que também noticiou o fato, a assessoria informou que caberia à delegacia onde o caso foi registrado avisar a família.

Ronaldo, segundo os familiares, saiu de Acari por volta das 16h30min do dia 29, um domingo, porque iria trabalhar no plantão montado pela Secretaria de Obras de Volta Redonda na segunda-feira. Ele deixou a mulher, Cláudia, na casa da cunhada, onde pretendia retornar no feriado de 1º de maio para busca-la. Ele foi morto no mesmo dia.

Na última quarta-feira, a família do servidor – que morava no bairro São Luís – registrou seu desaparecimento na delegacia de Volta Redonda, quando seu corpo já se encontrava há três dias no IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro. Somente na última sexta-feira, o próprio delegado-titular da 93ª DP, Celso Gustavo Castello Ribeiro, informou à família sobre a localização do corpo, no mesmo dia em que recebeu um e-mail.

Ronaldo, segundo os parentes, estava com todos os seus documentos pessoais e do Gol que dirigia. Ninguém consegue entender a razão da demora no aviso da morte. O carro dele está apreendido, assim como, segundo parentes, armas dos policiais envolvidos no caso.

O corpo do servidor foi sepultado na tarde de sábado, no Portal da Saudade, em Volta Redonda. Não houve velório, tamanha a desfiguração que ele teve na cabeça, em razão dos tiros. (Fotos: Repropdução)

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