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Polícia

Polícia Civil deflagra operação contra lavagem de dinheiro em agências de carros

9 mandados de prisão foram expedidos

16/10/2019 07:23:37

A Polícia Civil de Volta Redonda deflagrou na manhã desta quarta-feira a primeira operação contra lavagem de dinheiro na cidade, tendo como alvo suspeitos de integrarem uma organização criminosa que utilizava agências de automóveis para a prática do crime. Foram expedidos nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, além do sequestro de diversos automóveis e bloqueio de contas bancárias dos suspeitos, que chegam a cerca de R$ 7 milhões.

A operação Gângster 1 acontece exatamente uma semana após a posse do delegado Wellington Vieira na 93ª DP, mas a investigação teve início há cerca de um ano e contou com a participação da equipe de lavagem de dinheiro da Polícia Civil do Rio. Foi apurado que os suspeitos praticavam crimes de estelionato em financiamentos de automóveis.

Até o momento desta atualização, sete dos nove mandados tinham sido cumpridos. Segundo o delegado-adjunto Rodolfo Atala, que coordena a ação, um dos líderes da suposta organização criminosa é um ex-funcionário de um banco, que detinha conhecimento dos trâmites na aprovação de crédito e pagamento de financiamento de automóveis. Ele também foi dono de uma agência de automóveis e atualmente se apresenta como digital influencer.

- Os crimes eram cometidos da seguinte maneira: os líderes da organização criminosa eram donos de agências de automóveis, porém, tais agências não eram credenciadas para realizar financiamento junto a instituições financeiras. O segundo escalão da organização, os denominados "agentes", eram revendedores autônomos de automóveis e vendedores de lojas. Eles captavam documentos de vítimas de diversas maneiras, algumas realizavam test-drive e deixavam cópia dos documentos pessoais. Outras deixavam os documentos com a promessa de crédito. Outras compravam veículos e posteriormente tinham seus documentos utilizados indevidamente em novos financiamentos. Na posse dos documentos das vítimas, eram montadas fichas que eram passadas às financeiras através de uma agência de veículos que possuía cadastro junto aos bancos e, posteriormente, os bancos eram enganados e creditavam o valor dos supostos financiamentos à agência de automóveis – disse Atala.

O delegado contou que uma Land Rover de mais de R$ 90 mil foi financiada em nome de uma pessoa morta. Outra Land Rover foi financiada em nome de um deficiente mental que sequer tem condições de assinar o próprio nome.

- Isso mostra que eles não tinham sequer a preocupação de mascarar o golpe – acrescentou Atala.

Ele afirmou ainda que, após o cometimento das fraudes, os suspeitos chegavam a pagar as primeiras parcelas para não levantar suspeitas e, quando percebiam que a fraude poderia ser descoberta, quitavam a dívida, muitas vezes com dinheiro oriundo de outras fraudes.

Durante as investigações, policiais civis aprenderam um veiculo fraudado na posse de um policial militar, que sabia da restrição do veículo. O policial militar foi indiciado por receptação.

Já os demais foram indiciados por integrar organização criminosa, diversos estelionatos e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas, somadas, beiram os 60 anos de reclusão. 

Atualizada às 8h25min

 

 

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