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Nacional

Operação da PF combate tráfico de fósseis no Ceará

E outra no Rio tem estelionatários como alvos

22/10/2020 08:57:57

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) a Operação Santana Raptor, decorrente de investigação iniciada em 2017 e que resultou no inquérito que investiga um esquema de tráfico de fósseis na região da Chapada do Araripe, sul do estado do Ceará. Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo 17 no Ceará, em Santana do Cariri e Nova Olinda, e dois no Rio de Janeiro, em endereços dos investigados sobre os quais constam “fortes indícios” de que integram uma organização criminosa envolvendo empresários, servidores públicos, mineradores, pesquisadores e atravessadores de fósseis extraídos da Chapada do Araripe.

Até o momento, dois homens foram presos em flagrante com fósseis, em Santana do Cariri e Nova Olinda. A investigação aponta o primeiro preso como dos principais negociadores de fósseis no período investigado (2017-2020) e o segundo como responsável por receber valores de um professor/pesquisador do Rio para coleta e guarda dos fósseis.

O esquema investigado consiste na extração ilegal de fósseis por parte de trabalhadores em pedreiras na região de Nova Olinda e Santana do Cariri, com posterior comercialização criminosa desses bens da União. Segundo a PF, há atuação de uma rede de empresários, servidores públicos e atravessadores que negociam fósseis raros da região, com indícios da prática ilícita por parte de um professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos alvos da operação, bem como outros pesquisadores nacionais e estrangeiros.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, usurpação de bem da União e crimes ambientais, com penas de até 16 anos de prisão. As apreensões objetivam elucidar a atuação dos investigados e de terceiros nos crimes, além de apreender os fósseis, com prisão em flagrante dos respectivos possuidores.

A Polícia Federal ressalta que, em razão da situação de pandemia da Covid-19, foi planejada uma logística especial de prevenção ao contágio, com distribuição de EPIs a todos os envolvidos na missão, a fim de preservar a saúde dos policiais, testemunhas, investigados e seus familiares.

OUTRA – Também na manhã desta quinta, a Delegacia de Polícia Federal de Niterói deflagrou a Operação Abono, que visa desarticular uma suposta organização criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal. Foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Niterói 11 mandados de busca e apreensão e 08 mandados de prisão temporária. Até o momento foram cumpridos sete mandados de prisão e uma prisão em flagrante foi realizada pela falsificação de documentos públicos. Na residência de um dos suspeitos foram encontrados diversos documentos falsificados e suportes originais de documentos, além de farto material utilizado para a falsificação.

A organização, responsável por um prejuízo superior a R$ 2 milhões, segundo a PF, se utiliza de uma rede de falsificadores e sacadores para levantamento indevido de valores do FGTS e de Cota PIS (Programa de Integração Social), além de retiradas de valores de contas da empresa pública federal. O grupo contava com a participação direta de um funcionário da instituição que também foi preso.

Ao longo de toda a investigação 23 pessoas foram indiciadas, além de outras quatro prisões em flagrante e duas prisões preventivas. Os investigados irão responder por estelionato qualificado, organização criminosa, peculato, crimes contra o sistema Financeiro e lavagem de capitais. (Fotos: Polícia Federal)

Operação da PF combate tráfico de fósseis no Ceará

 

 

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