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Estado

Operação da PF combate esquema na Alerj e governo do estado

Secretário estadual de Governo está entre os alvos

08/11/2018 07:57:01

A operação Furna da Onça, deflagrada na manhã desta quinta-feira no Rio, tem entre os alvos diversos políticos do estado, entre eles dez deputados estaduais. Foram expedidos 22 mandados de prisão. A ação é um desdobramento da operação Cadeia Velha, realizada em novembro do ano passado, que levou à prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do MDB. Os três tiveram nova prisão preventiva decretada pela Justiça.

Entre os demais alvos da operação desta quinta-feira, estão Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual que foi preso na Barra da Tijuca; Affonso Monnerat, secretário de Governo de Luiz Fernando Pezão; André Correa (DEM), deputado estadual e ex-secretário estadual de Meio Ambiente; Leonardo Jacob, presidente do Detran; Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal; Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito; Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito; Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito; e Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito.

Operação da PF combate esquema na Alerj e governo do estado

Deputado André Correa, ex-secretário estadual do Ambiente

O governador Luiz Fernando Pezão não está entre os investigados. O alvo é o grupo político da base do MDB do ex-governador Sérgio Cabral. Segundo a Polícia Federal, o nome da operação é referência a uma sala de reuniões localizada ao lado do plenário da Alerj onde deputados se reúnem para rápidas discussões antes das votações.

Segundo a denúncia apresentada à Justiça, a organização criminosa, chefiada pelo ex-governador, pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj.

De acordo com as investigações, o “mensalinho” era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais. De forma ilícita, os parlamentares eram beneficiados ainda com o loteamento de cargos em diversos órgãos públicos do estado, como o Detran, onde poderiam alocar mão de obra comissionada ou terceirizada.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

A operação foi determinada por desembargadores da 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e se debruça também sobre a atual gestão do governo estadual, apesar de não haver citação direta ao governador Luiz Fernando Pezão. (Fotos: Reprodução TV Globo e Divulgação / Alerj)

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