quarta-feira, 19 dezembro 2018
Fale Conosco | (24)3343-5229

Esporte

Operação cumpre mandados nas casas de dirigentes do Barra Mansa

Inquérito apura ‘entrega de resultados’ na Série B

27/09/2018 09:11:03

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) está realizando nesta quinta-feira uma operação contra um grupo suspeito de manipular resultados em jogos do Barra Mansa Futebol Clube na Série B do Campeonato Carioca. Estão sendo cumpridos em Barra Mansa mandados de busca e apreensão pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor e da Promotoria de Investigação Penal de Barra Mansa, em conjunto com a Delegacia do Consumidor (Decon).

Os mandados estão sendo cumpridos nas casas do presidente, gerente de futebol, tesoureira e o gerente de administração e logística do Barra Mansa. Pelo menos um carro de luxo já havia sido apreendido no momento desta publicação. O grupo é suspeito de negociar resultados das partidas do próprio clube para beneficiar uma máfia internacional de apostas. Os valores negociados variavam de R$ 35 mil a R$ 150 mil por partida, segundo consta das investigações.

Além disso, o presidente do clube, Anderson Martins Florentino, é acusado de ter retirado da conta do clube e repassado para a sua cerca mais de R$ 342 mil, com a anuência da tesoureira do Barra Mansa, Mônica Rodrigues Rosa, que também seria sua namorada. O dinheiro é oriundo da venda de um jogador para o exterior.

A denúncia descreve uma reunião em que os três dirigentes prometeram pagamentos para alguns jogadores para que perdessem por 4 x 0 a partida entre as equipes do Barra Mansa e Audax, válida pela série B do Campeonato Estadual de Futebol do Rio de Janeiro, realizada em 25 de junho do ano passado. A derrota buscaria concretizar o acerto com a máfia internacional de apostas e manipulação de resultados. Os jogadores refutaram a proposta ilícita.

Em outra situação apurada pelo MPRJ, dias antes da partida entre Barra Mansa e Carapebus, marcada para 2 de julho de 2017, eles ofereceram pagamento da quantia de R$ 3 mil para aqueles que concordassem em "entregar" o jogo para atender aos interesses da máfia de apostas esportivas. Os atletas refutaram novamente a proposta. Diante disso, explicou a denúncia, deixaram de providenciar a presença de uma ambulância no estádio, o que resultou na perda da partida por W.O., alcançando-se assim o objetivo de perda da partida, conforme combinado com a máfia.

Os envolvidos foram denunciados por associação criminosa, apropriação indébita, solicitar vantagem para alterar resultado e dar vantagem a fim de alterar o resultado do Estatuto do Torcedor, tendo ainda seus sigilos bancários quebrados a pedido da Promotoria de Investigação Penal de Barra Mansa, bem como determinado a apreensão dos bens até o montante desviado do Barra Mansa.

Até o momento desta publicação, o Barra Mansa não havia se pronunciado a respeito da operação. (Foto: Divulgação)

Comentários via Facebook

(O Foco Regional não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

20:10 Polícia