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Polícia

‘Open Doors’ prende suspeito no Maranhão

Outro procurado é considerado foragido

22/08/2019 15:45:57

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Investigação Penal de Barra Mansa, realizou nesta quinta-feira, com o auxílio da Polícia Civil do Rio e do Gaeco do Maranhão, a quarta fase da Operação Open Doors (em português, Portas Abertas). Um suspeito, identificado como Paulo Heitor Campos Pinheiro foi preso no estado nordestino, enquanto outro, Richard Lucas da Silva Miranda, é considerado foragido, segundo o MPRJ. Ambos são acusados de fraude bancária.

A operação combate uma organização criminosa, sediada em Barra Mansa, e liderada por hackers que praticam diversos crimes patrimoniais, em especial a subtração de valores de contas bancárias de terceiros por meio de transações fraudulentas. Os mandados de prisão foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Barra Mansa.

A operação – segundo a assessoria do MPRJ – é um desdobramento da segunda fase da Open Doors, envolvendo, desta vez, a ocultação de patrimônio do denunciado Richard Lucas da Silva Miranda em conta bancária de titularidade da empresa PHC Pinheiro, sediada no Maranhão e que tem como dono o outro denunciado, Paulo Heitor Campos Pinheiro.

Durante a segunda fase da operação, Richard, apontado pelos promotores como um dos líderes da organização, teve apreendido um cartão bancário em nome da empresa e, a partir da quebra do sigilo bancário do hacker, foi verificado que Paulo utilizava-se da pessoa jurídica para a suposta prática de crimes de lavagem de dinheiro.

Ainda segundo o MPRJ, com a identificação da conta, foi verificada “intensa atividade criminosa, destinada à ocultação e movimentação do patrimônio ilícito da quadrilha”.

Conforme apurado durante as investigações, os denunciados, em atuação conjunta com outras pessoas, “estruturaram-se em uma organização criminosa voltada para a prática de centenas de crimes de furtos qualificados, em especial por intermédio de fraudes bancárias, obtendo vantagens ilícitas que se aproximaram de R$ 30 milhões”. O MPRJ sustenta que somente entre maio de 2017 e setembro de 2018, por 252 vezes e em diferentes locais, Richard e Paulo, por intermédio da empresa, “ocultaram e dissimularam um total de R$ 1.513.000 provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais”.

A Operação Open Doors foi deflagrada em agosto de 2017 após investigações apurarem que ‘hackers’ burlavam a segurança bancária e conseguiam acesso aos dados dos titulares das contas lesadas, apropriando-se de senhas, CPF, número de agência e conta e nome completo dos titulares. Com essas informações, eles solicitavam que outras pessoas, conhecidas como “cabeças”, lhes fornecessem contas de “laranjas” para que pudessem direcionar o dinheiro subtraído das vítimas, utilizando-o para proveito próprio.

Na terceira fase da operação, o objetivo foi cumprir três mandados de prisão, contra suspeitos também denunciados por lavagem de dinheiro.

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