domingo, 15 setembro 2019
Fale Conosco | (24)3343-5229

Polícia

‘Open Doors’ cumpre novos mandados de prisão

Ação da Polícia Civil e MPRJ ocorre em 5 estados

12/09/2019 07:41:23

A Polícia Civil de Barra Mansa e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram na manhã desta quinta-feira mais uma operação ligada à investigação denominada “Open Doors” (Portas Abertas), que envolve uma quadrilha envolvida com invasão de contas bancárias através de hackers. A ação visa o cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, parte deles em Barra Mansa, Volta Redonda e outras cidades do Sul Fluminense.

Os mandados foram expedidos para o Rio de Janeiro (16 de prisão e 15 de busca e apreensão), Paraná (dois de prisão e três de busca e apreensão), Minas Gerais (dois de prisão e dois de busca e apreensão), São Paulo (mandado de prisão e de busca e apreensão) e Goiás (mandado de prisão e outro de busca e apreensão).

A ação policial é chefiada pelo delegado de Barra Mansa, Ronaldo Aparecido, que está em Curitiba. No centro da capital do Paraná, foi preso um hacker numa cobertura de luxo. Ele foi identificado como Lucas Iagla Turquerto, o "Bart" (referência ao personagem de desenho animado Bart Simpson). Segundo o delegado foram encontrados vários computadores instalados para os trabalhos criminosos. Era uma espécie de quartel general do crime desta cela criminosa", definiu o delegado. Também foram encontrados valores em dinheiro, que estavam sendo contabilizados, mas o delegado estimou o total em R$ 500 mil.

Ainda participam da ação equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) dos respectivos estados onde a operação está sendo realizada.

A Open Doors foi deflagrada em agosto de 2017 e já prendeu dezenas de suspeitos, entre eles um dono de joalheira em cidades da região. Ele foi preso há exatamente em um mês.

Segundo as investigações, a organização criminosa agia primeiramente com a atuação dos hackers, que burlavam a segurança bancária para obter acesso a dados de titulares de contas bancárias, como senhas, CPF, número de agência e conta, nome completo do titular e dependentes.

De posse dessas informações, os envolvidos no esquema solicitavam a outros membros da quadrilha, chamados de “cabeças”, que lhes fornecessem as contas de “laranjas” para que pudessem direcionar o dinheiro subtraído das vítimas para futuro saque em espécie. 

Comentários via Facebook

(O Foco Regional não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

13:29 Polícia