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Política

Neto reitera que não será candidato

09/01/2017 11:05:41

O ex-prefeito de Volta Redonda Antônio Francisco Neto reafirmou nesta segunda-feira que não será candidato a nada nas eleições de 2018 e voltou a se queixar do prefeito Samuca Silva por ter divulgado em entrevista coletiva, na semana passada, que teria deixado uma dívida de R$ 805 milhões. Falando ao programa Fato Popular, da Rádio 88 FM,  ele reiterou que deixou R$ 446 milhões a pagar, sendo a maior parte a longo prazo, o que não inviabiliza financeiramente a cidade.

- Não vim aqui criticar ninguém. Todo mundo sabe que, como a maioria, votei no Samuca e estou também numa expectativa muito grande, torcendo para que ele faça um grande governo, mas fiquei surpreso com os números divulgados – afirmou.

Segundo Neto, a dívida deixada por ele se deve, principalmente, a obrigações inclusive de administrações anteriores à primeira vez que governou Volta Redonda, a partir de 1997, que foram renegociadas. “Não são dívidas só do meu governo, é de todos os outros”, ressaltou.

Ele repetiu não ter entendido porque o prefeito declarou estado de emergência financeira se todos os serviços essenciais à população estão sendo prestados e o pagamento do funcionalismo está em dia, ao contrário de outras cidades do estado, onde a mesma medida foi adotada. “Será que eles estão falando realmente de Volta Redonda?”, questionou.

Neto assegurou que todos os débitos renegociados foram quitados regiamente em sua gestão e considerou que a forma como foi feita a divulgação do caso mostrou “uma vontade de criticar” sua administração. Ele reafirmou também que se a cidade estivesse devendo o valor divulgado, o Banco Central não teria autorizado o empréstimo de R$ 60 milhões da Caixa Econômica Federal à prefeitura para investir em mobilidade urbana.

O ex-prefeito contesta não somente o valor de R$ 702 milhões como os R$ 103 milhões divulgados por Samuca de valores empenhados. “Esses empenhos foram feitos de comum acordo com a equipe de transição dele e ainda vão vencer”, prosseguiu, explicando que se tratam de compromissos como coleta de lixo e merenda nas escolas, entre outros.

Neto deu a entender que o prefeito teria sido induzido ao erro com finalidade política. “Não sou inimigo de ninguém. Não sou candidato a nada. Erros, com certeza, nós tivemos; desonestidade, jamais”.

O ex-prefeito considerou ainda direito do ex-prefeito de cancelar alguns de seus atos na reta final da administração, assim como a suspensão do uso de 792 linhas de telefones celulares que defendeu como necessárias para o funcionamento de diversos serviços. Ele ressaltou que a conta de tantas linhas não passava de R$ 24 mil (o que daria R$ 30,30 por cada).

Sobre o fato de Volta Redonda estar negativada no cadastro do governo federal, ficando impedida de receber verbas que não sejam carimbadas, o ex-prefeito frisou que trata-se de um problema com o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) da Cohab (Companhia de Habitação), junto à Caixa Econômica Federal. Ele explicou que a solução pode ser um fundo da companhia que poderá ser utilizado para um “encontro de contas”. Ele acredita que o novo presidente da Cohab, Fernando Rabelo (ex-superintendente da Caixa) conseguirá resolver.

O ex-prefeito se colocou à disposição de Samuca para “tirar qualquer dúvida”.

- Se puder ajudar, o farei com o maior prazer. Não quero polêmica – finalizou. (Foto: Arquivo)

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