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Esporte

Neto Colucci brilha com juniores do Voltaço na Copinha

17/01/2019 15:32:56

Quem está acompanhando a participação do Volta Redonda na 50ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2019 – o principal torneio dedicado ao futebol júnior do país, que já revelou incontáveis talentos para o futebol brasileiro – está de olho não só no que vê dentro das quatro linhas. Os olhos se voltam também para a margem do campo, para um homem de cabelos grisalhos, apesar dos apenas 45 anos. É ele quem rege a garotada do Voltaço.

Independente de o time ser ou não campeão da Copinha – relembrando Zagallo se pode dizer que faltam três, só três jogos – Neto Colucci e sua equipe sairão vitoriosos da competição. Afinal, esta é a quarta participação do clube e o time está nas quartas de final.

Nas duas primeiras edições, o Voltaço foi eliminado logo na primeira fase. Ano passado, saiu na segunda. Agora sonha, com todo direito, com o título.

Se quem decide em campo são os jogadores, a competência do técnico é a referência do lado de fora. Colucci vem da escola do futsal, aquela modalidade em que compactação, concentração e objetividade são as principais exigências. Antes do futebol de campo, ele comandou os times de futsal de Mendes, Vassouras e Piraí, entre outros. Chegou ao Voltaço no final de maio de 2015.

Até agora, sua única experiência comandando um time profissional foi no ano passado. Por sinal, num caso raro de técnico emprestado: foi para o Pérolas Negras, de Paty do Alferes, equipe formada por jogadores refugiados de vários países e alguns brasileiros, que disputou a Série B-2 do Carioca.

- Fui cedido até o início de outubro, quando retornei ao Volta Redonda – lembra Colucci, numa entrevista exclusiva ao FOCO REGIONAL, no início da tarde desta quinta-feira, dia depois de seu time despachar o Atlético Mineiro, com a vitória de 2 a 0.

CONFIANÇA – Se os resultados dos meninos estão surpreendo o país inteiro, não é surpresa para Colucci. Ele garante que esperava um bom desempenho: “Sabíamos da força do nosso conjunto. É um grupo homogêneo, sabíamos que seria possível avançar nas fases”.

Para o treinador, todos os participantes têm ciência das dificuldades da Copinha e por isso ressalta que os bons resultados são fundamentais para adquirir confiança: “Isso faz com que as equipes se sintam mais fortes, mais confiantes. O equilíbrio vaio crescendo. Para nós, que estamos trabalhando com o grupo, esperávamos muito isso”.

A qualidade do elenco é, antes de tudo, o ponto forte que Colucci aponta no time. “Trocamos as peças, mas temos o mesmo desempenho, o mesmo rendimento, nível de concentração e aplicação tática”, diz ele, ainda fazendo elogios ao comprometimento dos atletas tanto nos treinamentos quanto nos jogos.

- Eles estão muito focados, querem alçar voos mais altos. Quando trocamos as peças, muda a característica, a qualidade individual, mas não o nível técnico do time. Por isso o rendimento não me surpreende, todos estão rendendo dentro do esperado.

Colucci não titubeia quando indagado sobre quem mais admira como treinador. Ou treinadores, porque menciona mais de um, entre eles, de categorias de base. Cita primeiro Fernando Ferreti, técnico de futsal. “Minha formação foi seguindo os caminhos dele”, exalta o treinador do Voltaço, apontando ainda Eduardo Barroca, do juniores do Corinthians, e Leo Percovich, do Fluminense.

- No futebol profissional sou muito fã do Zé Ricardo, do Fernando Diniz, do Renato Gaúcho e do Abelão. Gosto muito da maneira como trabalham – completa.

O treinador do júnior do Voltaço foge dos clichês ao ser perguntado sobre quais seus sonhos como treinador de futebol. “O principal? Que pelas equipes que eu passar possa deixar um legado para os clubes, as pessoas que trabalham nele, os atletas. Não é só vitória ou derrota que importa. A gente perde mais do que ganha”.

A resposta revela o jeitão simples do treinador, o que talvez se explique por suas origens. Nascido em Piraí, mas criado em Mendes, cidade de seus pais, Colucci se define como um “mendense de coração e de bem com a vida”, que nos momentos de folga gosta de desfrutar do convívio da família e – não tem jeito – jogar e ver futebol, além de andar a cavalo, no Morsing, bairro da pequenina Mendes.

- É a minha roça – resume o treinador, enquanto brilha com seu time na maior capital do país. (Foto: Reprodução TV)

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