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Polícia

Mulher vai à polícia por morte de bebê em hospital após parto

01/03/2018 12:02:48

A morte de um bebê recém nascido, no último dia 25, no Hospital São João Batista, em Volta Redonda, levou a avó da criança, a artesã Nilza Andrea Duarte Dias, de 39 anos, a registrar um boletim de ocorrência na delegacia de polícia de Volta Redonda. Ela e a mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, suspeitam de ter havido negligência e erro médico.

A menor foi internada com fortes dores no hospital no dia 23 do mês passada e, segundo as declarações dada pela mãe na delegacia, ficou três dias em observação, enquanto o bebê era submetido a ultrassonografia e eletrocardiograma. No dia seguinte, ainda de acordo com o relato da artesã, um eletrocardiograma apontou que os batimentos cardíacos do bebê – uma menina – estavam oscilando, o que teria levado a médica que acompanhava a mãe, e que estava saindo do plantão, a orientar que a adolescente fosse submetida a uma cesariana.

No entanto, a médica que assumiu o plantão, ainda pela manhã do dia 24, optou pelo parto normal, alegando que a mãe estava tendo dilatação. Disse ainda a artesã que foram feitos monitoramentos dos batimentos cardíacos do bebê a partir das 19h30min do dia 24, sendo que o último, realizado às 5h40min. Ela estranha que o número de batimentos (128) tenha sido riscado do prontuário, sendo acrescentada a palavra “inaudível”, sendo indicada a necessidade urgente da cesariana.

Mulher vai à polícia por morte de bebê em hospital após parto

Conforme o depoimento da artesã, a cesariana teve início às 6h15min, mas um ponto de interrogação foi colocado no prontuário logo depois do horário em que a criança nasceu, às 6h23min. No prontuário, consta que a menina nasceu “em graves condições de vida”, sendo entubada, mas morrendo às 6h40min. Outra parte do prontuário, no entanto, prosseguiu a mulher no depoimento, aponta que o bebê estava morto ao ser retirado da barriga da mãe.

Nilza suspeita de negligência e erro com base na orientação dada pela primeira médica que atendeu sua filha. “Ela recomendou que fosse feita logo a cesariana, mas a médica que assumiu preferiu o parto normal”, afirma, acrescentando que, após o ocorrido, uma conhecida lhe disse ter passado pela mesma situação, em dezembro do ano passado. “Felizmente, o bebê sobreviveu, mas ela perdeu o útero”, disse Nilza.

- Também acho que o parto normal é melhor para a mulher, principalmente para sua recuperação, mas cada caso é um caso – acrescentou.

A causa da morte de Jasmine, como a menina iria ser chamada, foi anoxia intrauterina, que significa baixa ou ausência de oxigênio no útero.

O Hospital São João Batista informou que o caso está sendo apurado através de uma sindicância interna. O resultado, de acordo com o diretor médico, José Geraldo de Castro Barros, deve sair em 15 dias úteis.

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