quarta-feira, 21 novembro 2018
Fale Conosco | (24)3343-5229

Estado

MPRJ denuncia 3 pela morte de Karina Garofalo

14/09/2018 15:13:25

Na véspera de o crime completar um mês, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo Especial de Combate a Homicídios de Mulheres, denunciou à Justiça nesta quinta-feira o industriário Pedro Paulo Barros Pereira Júnior, o comerciante Paulo Maurício Barros Pereira e o guarda municipal de Resende Hamir Feitosa Todorovic, pelo assassinato de Karina Garofalo Pereira, de 44 anos. Ela foi morta a tiros em 15 de agosto, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A corretora de imóveis foi morta quando voltava para casa, com o filho de 13 anos, em frente ao condomínio Sun Prime, na Avenida Malibu.

Os três foram denunciados por homicídio qualificado e feminicídio, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão e aumento da pena até a metade pelo fato de o crime ter sido cometido por razões de gênero. Além disso, Paulo Maurício e Hamir foram enquadrados no artigo 14 da Lei nº 10.826/03, por portar ou ocultar arma de fogo sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar. A pena prevista para esse crime é de dois a quatro anos de reclusão.

De acordo com a denúncia, o crime foi praticado por motivo torpe, já que Pedro Paulo, ex-marido de Karina, arquitetou uma espécie de vingança contra a vítima, já que travava com ela disputas judiciais envolvendo a divisão de bens e questões relacionadas à guarda do filho. O denunciado teria ficado contrariado quando a ex-mulher ficou noiva e passou a residir com o novo companheiro.

O MPRJ indica, no documento encaminhado à 1ª Vara Criminal da Capital, que o crime foi praticado com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que Karina foi atingida por Paulo Maurício pelas costas. E que a ação foi praticada pelo fato de a corretora ser do sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, uma vez que Pedro Paulo foi casado com ela por cerca de 15 anos, e a condição de ex-marido foi determinante para a prática do crime.

Na mesma denúncia, o MPRJ pede a conversão da prisão temporária dos acusados em prisão preventiva com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, por haver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.

Pedro Paulo está foragido, enquanto os outros dois acusados foram presos, estando recolhidos no sistema penitenciário estadual.

Comentários via Facebook

(O Foco Regional não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

15:41 Esporte