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Polícia

MPRJ cumpre mandados de busca e apreensão contra integrantes de família tradicional de Vassouras

14/07/2017 13:08:46

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Apoio Especializado no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), deflagrou nesta sexta-feira uma operação para o cumprimento de mandados de busca e apreensão de armas de fogo de integrantes da família Avelino, uma das mais tradicionais de Vassouras. A ação, batizada de Operação Barão, ocorre também em Valença. Os agentes ainda buscam cumprir mandado de prisão em aberto contra o patriarca Julio Avelino de Oliveira Filho, de 73 anos, que se encontra foragido, segundo o MPRJ.

Até o fim desta manhã, sete armas de fogo foram apreendidas pelos agentes, além de artefato explosivo e munição de calibre restrito, incluindo de fuzil. O material será periciado e deverá instruir inquérito instaurado para apurar notícias de homicídios praticados por associação criminosa.

Segundo os investigadores, a família Avelino tem um histórico de envolvimento de alguns de seus membros com diversos crimes violentos na região. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Três Rios.

O mandado de prisão, ainda não cumprido até a publicação desta nota, foi expedido 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio e visa a execução provisória da pena, uma vez que estão pendentes de julgamento recursos especial e extraordinário em tribunais superiores. A expedição do mandado de prisão foi pioneiro no Tribunal de Justiça do Rio e atendeu nova orientação do Supremo Tribunal Federal, que admitiu a execução da pena após condenação em segunda instância. O mandado foi obtido pelo Gaeco em parceria com a Procuradoria de Justiça junto à 8ª Câmara Criminal e com a Assessoria de Recursos Constitucionais Criminais (ARC Criminal/MPRJ).

Julio Avelino de Oliveira Filho é acusado pelo MPRJ de ser mandante da tentativa de homicídio de Edson Presotto Marcondes, em novembro de 2004, em Vassouras. O motivo foi um empréstimo que não teria sido pago. Marcondes estava no portão de sua residência quando foi abordado por dois homens numa motocicleta. Parte dos disparos efetuados acertou a vítima, que conseguiu fugir para dentro de casa e sobreviver aos ferimentos. Avelino foi condenado em segunda instância a uma pena de 11 anos e quatro meses de prisão.

Em um outro processo, Avelino é acusado de ser o mandante de um novo ataque, em setembro de 2011, que resultou na morte de Marcondes. Por este crime, o patriarca foi denunciado pelo Gaeco. Dois indivíduos em uma motocicleta surpreenderam a vítima, que se encontrava na direção de seu carro, efetuando disparos.

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