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Cidades

Movimento autista reivindica direitos na Câmara de Barra Mansa

19/04/2017 17:41:03

Representantes do Movimento Orgulho Autista, aproveitando o mês de conscientização sobre o tema, estiverem presentes à sessão da terça-feira da Câmara de Barra Mansa. Eles foram reivindicar o cumprimento da lei federal que reconhece o autismo como uma deficiência e prevê os direitos dos portadores da síndrome.

Eliane Alves Policiano, integrante do movimento, destacou que a principal reivindicação, principalmente das famílias dos autistas, é por formas de inclusão. Cláudia Moraes, também participante do Movimento Orgulho Autista, diz que a sociedade vem perdendo cidadãos produtivos ao não incluir os portadores de autismo.

- Existem diferentes graus de autismo. Muitos dos portadores têm um alto índice de genialidade, perdido pelos governos, que não auxiliam em sua evolução – afirmou.

O advogado do movimento também ressaltou a importância da inclusão dos autistas, tanto para os portadores, quanto para a sociedade. “Existem diretrizes para incluir os autistas, entre elas, treinar, não somente os profissionais, mas os pais e familiares, para lidarem com a inclusão, por meio do amparo social e médico. É urgente a criação de um grupo condutor do autismo em Barra Mansa para dar um norte à sociedade em geral. A garantia legal dos autistas chega a ser poética, mas é preciso ser colocada em prática. As mães precisam, muitas vezes, trabalhar de casa para poder prestar auxílio aos filhos, mas eles necessitam ir à escola, participar de atividades sociais, mas com a devida orientação”, salientou Antônio Luiz de Jesus Lopes.

A vereadora Maria Lúcia informou que, em visita ao Colégio Marcelo Drable, realizada pela manhã, foi constatada a falta de profissionais especializados em atender autistas e demais portadores de deficiência. O colégio é um polo de atendimento aos portadores de deficiência em Barra Mansa.

- A Comissão de Educação da Câmara verificou que muitas salas não contam com agente de apoio e, por ser o colégio um polo de inclusão, eram necessários pelo menos 12 agentes. Não há nem previsão para contratação desses profissionais. Não adianta incluir os autistas sem capacitar os profissionais, não somente neste colégio, mas em toda rede. É preciso que o estabelecido em lei seja cumprido e vamos fiscalizar – disse.

A vereadora Soraia Balieiro, de Resende, acompanhou a sessão para defender a criação de um grupo de apoio aos autistas e às suas famílias. De acordo com a vereadora, muitas mães são abandonadas pelos pais ao diagnosticarem autismo em seus filhos. A coordenadora do programa de saúde mental de Barra Mansa, Maria Elvira, reafirmou que o governo municipal está apto prestar o atendimento necessário aos portadores de doenças mentais, incluindo os autistas, através do Capsi. (Foto Divulgação)

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