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Estado

Motos respondem por quase 50% dos atendimentos dos bombeiros no estado

23/10/2018 11:40:18

As motocicletas são o meio de locomoção que mais produziram vítimas no estado do Rio no ano passado, sendo responsáveis por 47,7% dos atendimentos prestados pelo Corpo de Bombeiros. Em segundo lugar estão os automóveis, com 28,9%. As vítimas de atropelamentos foram 11,7% e das bicicletas 6,9%. Apenas 2,8% das pessoas socorridas estavam em ônibus, 1,2% em caminhões e 1% em vans.

Os dados acima constam de um levantamento feito pelo Corpo de Bombeiros em todo o estado do Rio. A publicação Vidas em Trânsito, disponível no site da instituição, tem como base os atendimentos pré-hospitalares realizados no território fluminense envolvendo veículos terrestres. 

O levantamento mostra que, dos 51.520 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito feitos pelos bombeiros no estado no ano passado, 1.958 (3,8%) ocorreram em cidades do Sul Fluminense, enquanto na Costa Verde o número foi a 1.906 (3,7%) Em termos proporcionais, a segunda região teve muito mais atendimentos, já que a população estimada do Sul do estado está em torno de um milhão, enquanto na Costa Verde o total é pouco superior a 400 mil pessoas.

Outro dado relevante do levantamento aponta que, no caso dos motociclistas e passageiros, 75% das vítimas atendidas na região Sul Fluminense usavam o capacete, enquanto na Costa Verde o índice ficou em 68,6%.

Quanto ao uso do cinto de segurança pelos ocupantes de automóveis envolvidos em acidentes que resultaram em vítimas, o levantamento apontou que, no Sul Fluminense, o índice não chegou sequer à metade: 48,9%. Na Costa Verde, foi de 69,8%.

MORTES – Na análise regional das mortes ocorridas no local dos acidentes de trânsito, a cidade do Rio de Janeiro respondeu pelo maior número (38,8%), seguida da Baixada Fluminense (13,1%) e Região Metropolitana (11,2%). No entanto, levando-se em conta a proporção de mortes pelo número de atendimentos, o Noroeste (3,1%) e a Costa Verde (3%) apresentaram o maior número de vítimas fatais no local do socorro.

Ao introduzir a variável populacional, novamente a Costa Verde e a Norte-Noroeste apresentaram as maiores taxas de fatalidade, com 14 e 13 mortos respectivamente na cena por 100 mil habitantes, enquanto este mesmo índice no estado do Rio teve média de sete mortos por cada grupo de 100 mil moradores. Na Costa Verde, dos 1.906 vítimas socorridas, 57 morreram, enquanto no Sul do estado foram 47 mortos dos 1.958 atendidos.

PERFIL – A partir dos dados registrados pelas unidades operacionais da corporação, foi possível desenvolver uma análise epidemiológica e geográfica dos acidentes, traçando o perfil das ocorrências e das vítimas de cada região. 

- A riqueza de informações coletadas permite produzir diagnósticos e conhecer as relações multifatoriais de causalidade das lesões e mortes decorrentes de acidentes de trânsito no estado. Com esta iniciativa, o Corpo de Bombeiros do Rio amplia a abrangência de sua atuação, vai além da assistência imediata às vítimas e fornece informações que podem ser usadas para basear e fortalecer estratégias de prevenção – afirmou o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral dos Bombeiros, coronel Roberto Robadey Jr.

Vidas em Trânsito

Os homens – especialmente os jovens – foram as vítimas mais numerosas no estado em 2017. Na faixa etária de 20 a 29 anos, por exemplo, três de cada quatro socorridos pelos bombeiros eram do sexo masculino. A incidência foi 324% maior do que entre as mulheres da mesma idade. Campeões em acidentes, eles também foram os que se envolveram nos casos de maior complexidade e gravidade. 

Apesar da predominância masculina adulta, de forma geral, o relatório chama a atenção para a os acidentes envolvendo bicicletas, entre as crianças, e os atropelamentos, entre os idosos. 

MOTOS – Embora as motos só representassem 16,7% da frota do estado no ano de 2017, estes veículos foram responsáveis por quase metade dos socorros a vítimas registrados. “Os eventos de colisão envolveram 24.516 pessoas, a maioria delas (66,3%) contra anteparos ou outros veículos. Quedas representaram 33,7% dos casos. Já os automóveis, que correspondem a 68,2% da frota, foram registrados como meio de transporte de menos de um terço dos atendidos”, observou o comandante.

Os membros inferiores (34%) e superiores (31,6%) foram as partes mais afetadas dentre as lesões causadas, seguidos da cabeça – crânio (10,1%) e face (11,7%). Os eventos que geraram maior número de traumas graves foram os atropelamentos; o menor número diz respeito a vítimas socorridas em ônibus.                                                                                                                     

- Pedestres são mais vulneráveis a traumas múltiplos, lesões graves e mortes. As vítimas ficam desprotegidas e expostas ao impacto direto do veículo – complementou Robadey.

Das 1.236 mortes constatadas na cena do socorro, 35,5% envolviam condutores ou tripulantes de motocicletas; 33,9% ocupantes de automóveis e 20% de pedestres. Os outros 10,6% contabilizam outros perfis.

 Dispositivos de segurança

 O relatório aponta que apenas 44,7% dos acidentados em automóveis usavam o cinto de segurança. Entre os motociclistas, a utilização do capacete foi registrada em 63% dos casos. O assento infantil só foi percebido em 34,6% dos socorros envolvendo crianças de 0 a 7 anos.

- É fundamental ressaltar a importância dos dispositivos de segurança obrigatórios. É fácil observar: quanto maior a proteção, menor a lesão. Nossos registros mostram, por exemplo, que apenas 25,3% das vítimas graves de acidentes de carro, com risco iminente de vida, estavam de cinto. Dentre os que saíram ilesos, 69,9% usavam o equipamento de proteção. O mesmo padrão é notado entre os motociclistas. Nas fatalidades, mais da metade não usava capacete. Entre as vítimas leves, o uso do acessório foi registrado em 75,5% dos casos – destacou o oficial. (Foto: Arquivo Foco Regional)

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