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Polícia

Moradores de condomínio clamam por socorro

14/01/2019 19:38:10

Um pedido de socorro. É o que estão fazendo, obviamente no anonimato, moradores do Residencial Dom Waldyr Calheiros, no bairro São Sebastião, em Volta Redonda, segundo eles dominado por traficantes. Com 192 apartamentos, entregues no final de 2014, o condomínio é atualmente um dos que concentram o maior número de traficantes nos imóveis construídos pelo programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.

- Pelo amor de Deus, alguém tem que nos ajudar – clama um morador.

Em redes sociais, não é difícil encontrar fotos em que pessoas, sem mostrar o rosto, fazem com as mãos referências a organizações criminosas da capital.

Moradores de condomínio clamam por socorro

Como já ocorreu em outros condomínios do Minha Casa, Minha Vida na cidade e no estado, há casos de moradores que foram expulsos de seus imóveis por bandidos. Este tipo inominável de violência motivou uma ação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em conjunto com a Polícia Militar em Resende. A operação foi realizada em setembro do ano passado, na Morada da Barra III.

Na ocasião, foram apreendidos 42 quilos de maconha e quase 3,5 quilos de cocaína. Em Resende, o MPRJ identificou moradores irregulares e recolheu documentos relativos aos imóveis para identificar os que vinham sendo usados para o tráfico de drogas. O caso ainda deve ter desdobramentos.

Moradores de condomínio clamam por socorro

Em Volta Redonda, os moradores do São Sebastião esperam algo semelhante. “Nossos apartamentos estão sendo invadidos por traficantes, não temos paz, tem tiro e tráfico o dia inteiro”, disse outro morador. “Estamos vivendo oprimidos”, resumiu.

Ele não está exagerando. Até funcionários de empresas que prestam atendimento de serviços essenciais, como água e luz, atestam que é comum verem homens armados quando têm necessidade de fazer alguma intervenção dentro do residencial ou nas proximidades.  “Fui lá para verificar uma reclamação e me deparei com homens ostentando armas com a maior naturalidade em plena luz do dia”, confirmou o funcionário de uma destas empresas.

Em várias partes do país, os conjuntos do Minha Casa, Minha Vida enfrentam quadro semelhante. Um dos fatores que mais dificultam as intervenções da polícia é que os residenciais têm apenas um portão de acesso, facilitando a observação dos traficantes, que têm olheiros nas proximidades. Mesmo assim, são comuns prisões e apreensões de armas e drogas e, no São Sebastião, não tem sido diferente.

A única diferença, lamentam os moradores do São Sebastião, é que as atividades do tráfico não diminuem.  “A gente precisa que alguém nos ajude tirar esses bandidos daqui. A polícia não vem, estamos vivendo oprimidos. Não aguentamos mais viver com medo”, apela outro morador.

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