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Nacional

Minas registra paralisação de caminhoneiros

Eles querem revisão do valor do frete

22/07/2019 13:37:29

Insatisfeitos com uma mudança no preço do frete mínimo, caminhoneiros iniciaram nesta segunda-feira um movimento para pressionar o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL)  a rever os valores. Em Minas Gerais, motoristas se reuniram em pontos da BR-116, em Governador Valadares e Muriaé, e na BR-381, em Ipatinga, no Vale do Aço.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, não houve uso de violência e automóveis que transitaram pela estrada não foram retidos pelos manifestantes, que não interditaram as pistas.

Segundo um dos coordenadores do movimento, o caminhoneiro Olívio Henrique Lourenço Souza, a ideia é  manter a paralisação até que o Ministério da Infraestrutura reveja o valor do frete. Atendendo a pedido da pasta, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) agendou assembleia extraordinária para decidir sobre a regra às 18h desta segunda-feira.

“A pauta é que o ministro Tarcísio Freitas revogue a resolução publicada no dia 16 com o novo piso mínimo, que tirou 45% do valor. A justificativa foi um estudo, só que a empresa que fez é suspeita porque é uma entidade ligada ao agronegócio e uma das partes que tem ação contra o frete mínimo”, argumentou.

Segundo Olívio Souza, já há adesão de 500 caminhões na região do Vale do Aço de Minas dispostas a parar até que haja a revogação. “Começamos hoje às 6h e não temos hora para parar, agora tudo depende deles. Uma coisa que tem que ser frisada é que esse não é um movimento político, é de classe”, afirmou.

O presidente do Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros, José Natan Emídio Neto, disse que a força do movimento por enquanto está no agronegócio e criticou o frete mínimo. “Pelo mínimo ninguém roda e as embargadoras e os produtores rurais estão seguindo a tabela. Acredito que o governo vá chamar de novo o grupo para conversar”, disse. 

Em relação ao governo Bolsonaro, o dirigente disse que o “namoro” com os caminhoneiros está acabando. “Querem pedagiar rodovia e a quebradeira está geral, não tem carga para carregar, o país está parado”, avaliou.

Também nesta segunda, o ministro da Infraestrutura afirmou que será suspensa a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que estabeleceu regras para o cálculo do piso do frete rodoviário. A resolução foi publicada pela ANTT, na última quinta-feira, após passar por consulta pública e entrou em vigor no sábado (20).

Segundo o ministro, vai ser aberta uma nova rodada de negociação com os caminhoneiros. Há uma reunião prevista para quarta-feira.

A nova tabela para cálculo do frete mínimo foi criada em conjunto com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial, ligado à Universidade de São Paulo (USP), e gerou críticas de caminhoneiros.

Em nota divulgada no final da manhã desta segunda, o Ministério da Infraestrutura afirmou que solicitou formalmente a suspensão do novo piso mínimo à ANTT. O ministério confirmou que a votação sobre a suspensão cautelar da resolução será feita em uma reunião extraordinária da ANTT marcada para 18h.

A pasta explicou que foi observada "insatisfação em parcela significativa dos agentes de transporte" e que "diferenças conceituais quanto ao valor do frete e o piso mínimo" devem ser novamente discutidas com a categoria. (Foto: Silvan Alves)

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