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Economia

Metalúrgicos da CSN aprovam negociação sobre turno

11/10/2017 20:25:39

Em votação realizada nesta quarta-feira, na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, os trabalhadores da CSN rejeitaram, por maioria, a proposta de greve e aprovaram que o Sindicato dos Metalúrgicos negocie uma alternativa ao turno de oito horas que a empresa pretendia implantar na próxima segunda-feira. Foram 2.363 votos a favor da negociação (69%), contra 1.042 favoráveis à greve. Houve também 23 votos nulos e 19 brancos.

Diante do resultado, o presidente do sindicato, Silvio Campos, informou que enviará ainda nesta quarta um ofício à companhia pedindo a abertura de negociações. Embora não tenha ainda se pronunciado oficialmente, a CSN deverá aceitar o pedido de adiamento e apresentar uma proposta alternativa ao turno de seis horas.

- Vamos aguardar uma reunião para conhecer qual a proposta que a CSN tem para os trabalhadores. A empresa diz que tem proposta, mas ainda não sabemos qual é – disse ele.

O presidente do sindicato reconheceu que o fim do turno de seis horas é uma derrota em termos de bandeira política, mas lembrou que todas as concorrentes da CSN trabalham com o turno de oito horas: “Esta diretoria do sindicato foi que trouxe o turno de seis horas de volta, em 2008, e está até hoje. Mas a reforma trabalhista deu à CSN a oportunidade de fazer a adequação que eles sempre quiseram com a justificativa de melhorar lucros e produtividade. Nós entendemos que o ideal para o trabalhador é o turno de seis horas”.

O sindicalista ressaltou, porém, que só aceitará discutir o turno de revezamento, descartando categoricamente o fixo de oito horas. “Isso a gente nem discute. Se for [a proposta] de turno fixo, vamos partir para uma outra votação e vamos propor uma greve”, afirmou, acrescentando ainda que espera um abono na oferta que for apresentada pela empresa. Ele também quer que a empresa garanta uma hora de almoço para os metalúrgicos: “A meia hora da reforma a gente não aceita, porque dentro da usina não dá tempo nem de chegar ao refeitório”.

A CSN tem cerca de cinco mil operários na jornada atual e, se adotado o turno de oito horas, pelo menos mil empregados correm risco de demissão – apesar da negativa da empresa a respeito, como noticiou a coluna Poucas & Boas na última segunda-feira. A respeito, o presidente do sindicato lembrou um antigo ditado popular.

- Gato escaldado tem medo de água fria. Será preciso colocar no acordo estabilidade para todos no turno. Sem não tiver assinado, não dá para acreditar.

Princípio de confusão

Metalúrgicos da CSN aprovam negociação sobre turno

A apuração dos votos, realizada imediatamente após o encerramento da votação, foi marcada por um princípio de tumulto entre os dirigentes do sindicato e membros da oposição sindical. Isso porque o dirigente Bartolomeu Citelli teria ouvido uma mulher afirmar que estaria havendo manipulação dos votos. Ele discutiu com ela, que estava filmando, e com um homem ao seu lado, para quem ela teria feito o comentário. Ele chegou a tentar coloca-la dentro do recinto de apuração.

Pouco depois, outro sindicalista, Carlinhos, que participava da contagem, se desentendeu com a mesma mulher e o homem ao seu lado, ao tentar força-los também a ir conferir se estava havendo qualquer irregularidade. Houve intervenção da turma do deixa disso e os ânimos foram serenados. A apuração é feita pelos sindicalistas, mas com acompanhamento, de perto, de funcionários designados pela CSN. (Foto: Paulo Dimas / Diário do Vale)

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