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Cidades

Merendeiras que atuam nas escolas municipais de VR serão demitidas

24/06/2020 08:16:23

Merendeiras contratadas pela Especialy, empresa que presta serviços à prefeitura de Volta Redonda, nas escolas municipais, vão ser demitidas pela empresa. A informação foi confirmada pelo prefeito Samuca Silva, em entrevista na manhã desta quarta-feira (24), ao programa Dário de Paula, da Rádio Sul Fluminense.

O prefeito não soube especificar, porém, se serão todas as profissionais – seriam cerca de 250 – que vão perder o emprego, mas confirmou que “boa parte” delas terão o contrato rescindido pela empresa, em razão da pandemia de Covid-19, que suspendeu as aulas presenciais em todas as redes de ensino.

“Elas vão receber o auxílio do governo federal e, em janeiro, poderão ser recontratadas, assim que a pandemia passar e as aulas forem retomadas”, disse Samuca que, no mês citado, não será mais o prefeito, pois abriu mão de disputar a reeleição.

Em contato com o site, merendeiras informaram que já foram orientadas a não irem trabalhar a partir desta quarta-feira. “Não temos contato com a direção da empresa. Uma nutricionista, que é quem faz todo o contato com a classe, já nos orientou a não comparecer mais”, disse uma delas. “Chegamos a procurar a Secretaria de Educação, que nos manda procurar a empresa terceirizada”, reclamou a mesma merendeira.

Após a divulgação desta reportagem, funcionários da limpeza escolar também informaram que estão sendo dispensados. Na manhã desta quarta, aos menos 117 funcionários da terceirizada Soluções, estariam assinando a rescisão do contrato. "Estamos assinando nossa rescisão na manhã desta quarta, na Escola João Pio, no Retiro. Estamos sem chão", disse uma das funcionárias demitidas.

Nesta quarta-feira está programada para as 17 horas uma entrevista do secretário de Fazenda, Fabiano Andrade, para falar sobre os impactos nas finanças municipais em razão da pandemia. Na quinta-feira (25), o próprio Samuca Silva deverá conceder outra coletiva para anunciar novos cortes de gastos na administração municipal.

DEFESA – Na entrevista, o prefeito defendeu a decisão de fechar o comércio por uma semana, a partir desta sexta-feira (26), embora os parâmetros para o acordo com a Justiça que permitiu a flexibilização não tenham sido ultrapassados. Ele repetiu que a medida se faz necessária em razão do anúncio, pelo Hospital Regional Zilda Arns, de que não receberá novos pacientes com Covid-19 porque a OS (Organização Social) que administra a unidade está com pagamentos atrasados pelo estado desde março.

Ele informou que somente na terça-feira (23), o Hospital do Retiro) internou 23 pessoas em leitos de enfermaria e cinco na UTI, entre casos suspeitos e confirmados do novo coronavírus. A cidade tem, na rede municipal de saúde, 110 internados, disse ele.

Com a ordem do governo, apenas as atividades essenciais não serão afetadas, o que agora inclui o setor de alimentos da feira-livre. (Foto: Arquivo)

Atualizada às 10h35min

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