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Polícia

Megaoperação mira quadrilha que rouba caixas eletrônicos

20/04/2017 10:31:41

Uma operação conjunta da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro foi deflagrada na manhã quinta-feira tendo como alvo uma quadrilha especializada em roubar caixas eletrônicos usando explosivos. A ação acontece oito cidades do estado, se concentrando principalmente em Angra dos Reis, mas com extensão a outras cidades do Sul Fluminense, incluindo Volta Redonda e Resende. Os alvos são suspeitos de envolvimento também com o tráfico de drogas.

Foram expedidos 34 mandados de prisão e 83 de busca e apreensão. A operação foi denominada “TNT” (um tipo de explosivo) e conta com agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial em Combate ao Crime Organizado) e CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência, do MPERJ.

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, além de policiais militares do 5º CPA (Comando de Policiamento de Área), sediado em Volta Redonda, unidades do Comando de Operações Especiais (COE), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Choque, Batalhão de Ações com Cães e Grupamento Aeromóvel. Ao todo são 360 agentes.

As investigações foram iniciadas após dois caixas eletrônicos, instalados dentro de montadoras de automóveis em Resende, terem sido roubados – com uso de dinamite – em agosto de 2016. Nos meses seguintes, o grupo de assaltantes voltou a estourar caixas eletrônicos em Porto Real, Itatiaia, Rio Claro, Valença e Angra dos Reis, além de realizar assaltos a estabelecimentos empresariais.

R$ 2 milhões em roubos

Por meio do Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o MPRJ, em parceria com a PM, apurou a existência de duas organizações criminosas autônomas: uma dedicada ao roubo de caixas eletrônicos e estabelecimentos e outra para associação ao tráfico de drogas, baseada em diversas comunidades de Angra dos Reis e outros municípios da região, que agia fortemente armada, inclusive com fuzis e granadas, e de forma extremamente violenta, envolvendo-se em habituais confrontos armados com a polícia e com facções rivais.

De acordo com a denúncia, os criminosos ligados aos roubos, que seriam liderados pelo denunciado Julio Cesar, vulgo “Mineirinho”, também agiam de forma violenta, portando armas de grosso calibre, inclusive fuzis, não hesitando em atirar contra policiais, bem como contavam com grande estrutura logística, inclusive lanchas para viabilizar a fuga pelo mar em alguns episódios. Nos seis roubos conhecidos aos caixas eletrônicos e estabelecimentos, estima-se que tenham subtraído cerca de R$ 2 milhões.

Mineirinho foi preso em Piraí, ao longo da investigação que durou cerca de nove meses. Nesse período também foram apreendidos com as quadrilhas, quatro granadas, uma espingarda, sete pistolas, 14 rádios transmissores, mais de 1,5 quilo de maconha e a mesma quantidade de cocaína. 

De acordo com as primeiras informações, 15 mandados de prisão já haviam sido cumpridos até o momento da publicação desta nota.

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