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Cidades

Marcha condena turno de 8 horas na CSN

16/10/2017 20:52:37

Cerca de 1,5 mil pessoas – na avaliação dos organizadores – participaram na tarde desta segunda-feira da "Marcha pelo Emprego e pela Vida: salvemos o turno das 6 horas" na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda. A marcha foi uma convocação feita pelo bispo diocesano, dom Francisco Biasin, por meio de carta enviada a todas as paróquias da Diocese de Barra do Piraí - Volta Redonda, em defesa da manutenção do turno de revezamento de seis horas na CSN e na defesa do emprego e da qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias. Um coletivo foi criado para, junto com a Igreja Católica, organizar o ato que tomou proporções maiores com a adesão de diversos grupos, entidades e movimentos.

"Queremos manifestar o nosso repúdio às medidas que ameaçam a dignidade da pessoa humana, reforçar a nossa solidariedade aos trabalhadores da CSN e às suas famílias e, enfim, declarar abertamente a primazia da pessoa sobre qualquer sistema, do trabalho sobre o lucro, da vida sobre o capital", disse dom Francisco.

A concentração foi na Igreja Santa Cecília, onde a cripta de Dom Waldyr Calheiros, presença marcante na luta pelos direitos dos trabalhadores na cidade. A marcha foi conduzida pelo padre Juarez Sampaio, que ao longo do percurso passou a palavra para representantes das demais instituições. "Esse nosso ato é para fazer memória e para lembrar aqueles que querem mudar aquilo que não foi presente, mas conquista de luta, que não vai ser fácil assim como pensam. Porque nós temos memória e nós vamos lutar para fazer valer o direito do trabalhador. E o sangue derramado do William, Valmir e Barroso não pode ser em vão. Estamos aqui para dizer sim pela vida, sim pelo emprego e não pela implantação do turno de oito horas", disse padre Juarez. 

O grupo seguiu em caminhada pela Rua 33 entoando cantos de ordem pela permanência dos direitos adquiridos e denunciando “qualquer forma de repressão e desrespeito”. Na Praça Juarez Antunes, próxima à passarela da CSN, na Vila, a palavra foi dada a diversos representantes de entidades.

"A minha alegria hoje é que apesar das diferenças, das dificuldades e dos embates que se criaram nos últimos anos, conseguimos reunir, fazer unidade no respeito de cada expressão, sobretudo daqueles que defendem a vida, o trabalho, a honra e a dignidade dos operários. Eu desejo que como pastor essa função que me cabe possa continuar reunindo e dialogando com todos", destacou dom Francisco.

De acordo com Nicholas Coutinho, coordenador diocesano da Pastoral Operária, o ato desta segunda-feira é o desdobramento de uma tentativa de reorganização de diversas entidades na luta pelos direitos do trabalhador. "A gente teve um período longo desde a década de 1990 em que esse tipo de ação ficou um pouco adormecida. Então a gente está tentando se rearticular. Com a implantação do turno de oito horas tememos por demissões e a desestabilidade que essas demissões podem causar nas famílias e na economia da cidade no geral", disse Coutinho. (Fotos: Divulgação)

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