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Economia

Justiça bloqueia pagamento de R$ 890 mi em dividendos pela CSN

Decisão foi de juiz de São Paulo

28/08/2018 18:25:36

A Justiça Federal de São Paulo bloqueou a distribuição, pela CSN, de R$ 890 milhões em dividendos declarados no dia 17 de agosto e que seriam pagos a partir do dia 30 deste mês. A informação foi dada pela própria companhia em fato relevante nesta terça-feira.

O bloqueio foi determinado pelo juiz da 10ª Vara de Execuções Fiscais da Justiça Federal do São Paulo, segundo a CSN, que não informou o motivo da ordem. A empresa, que por ora está impedida de efetuar o pagamento, disse que "está avaliando todas as medidas cabíveis para preservar o seu melhor interesse, assim como também o de seus acionistas".

No dia 17, a CSN informou que a remuneração fazia parte do esforço para alongar seu passivo financeiro que permitiu ao mesmo tempo concluir o “reperfilamento” de dívida de curto prazo com o Bradesco.

Por causa da decisão judicial, as ações da CSN registravam forte desvalorização na tarde desta terça-feira. Por volta das 12h40min, os papéis recuavam 5,17%, sendo negociadas na casa dos R$ 8.

Todavia, segundo informou o jornal Valor Econômico, a queda não se deu somente em razão da companhia deixar de pagar dividendos, o que tiraria a atratividade dos acionistas com relação aos papéis.  Segundo a publicação, o anúncio inesperado da siderúrgica de pagar os dividendos teve como estratégia prover caixa para uma das holdings da família Steinbruch, controladora da CSN, que precisa honrar parte de um crédito com o Bradesco.

O banco atrelou o alongamento de uma dívida detida pela CSN à amortização de parcela de outra dívida, detida pela holding da família. Dessa forma, o pagamento foi a solução para cumprir com essa condição imposta pela instituição financeira. Ainda segundo o Valor, quando anunciada, a decisão da CSN de distribuir em meados de agosto foi vista como inesperada e gerou apreensão no mercado, uma vez que a desalavancagem da companhia permaneceria a principal preocupação dos investidores.

“Contudo, com uma maior visibilidade sobre a estratégia da empresa, agora é o bloqueio de dividendos que traz uma maior preocupação sobre a sua alavancagem. O dividendo bloqueado, por motivos "não-convencionais", agora virou uma dor de cabeça para os investidores”, afirma o jornal.

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