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Educação

Jovem com dislexia cria aplicativo para ajudar pessoas com deficiência

04/11/2019 10:46:08

Uma aluna do curso de pedagogia de Ensino a Distância (EaD) da Estácio Volta Redonda vem se destacando na universidade não só pelas notas altas, mas também por suas iniciativas como empreendedora social. Thaís Pires da Silveira, de 28 anos, diagnosticada há 12 com dislexia mista (visual e auditiva), é professora da Apae de Barra Mansa e acaba de desenvolver uma aplicativo para ajudar pessoas com deficiência.

Nomeado por ela de GJT, iniciais inspiradas em seu nome e de alguns alunos, o aplicativo é formado por mais de dez jogos, entre quebra-cabeças, caça-palavras e memória, entre outros, que foram adaptados para pessoas com microcefalia e deficiências múltiplas, por exemplo.

- Desenvolvi o app em uma plataforma gratuita online, onde hoje ele está hospedado, mas de acesso restrito a apenas quem eu libero. Meu sonho é levar o GJT ao maior alcance possível e ajudar no desenvolvimento de pessoas com deficiência. Gostaria de encontrar parcerias para fornecer o GJT a outras instituições de ensino – diz Thaís, que já comprovou os benefícios do app com o uso frequente de alguns de seus alunos. Eles já demonstraram avanços na coordenação motora e no raciocínio.

Para tornar os jogos mais atrativos a pessoas com deficiência, Thaís conta que eles podem ser personalizados, com fotos de familiares, por exemplo.

- Pessoas com deficiência precisam de muitos estímulos para se desenvolver e, muitas vezes, os jogos comuns a outras pessoas não despertam seu interesse. Após observar isso em meus alunos, resolvi criar algo que eles se interessassem de verdade e incluí nos jogos imagens de familiares e até personagens de desenho, sempre ensinando algo, como noções de higiene pessoal, cores, letras do alfabeto, explica a aluna da Estácio, que para aprender a realizar a programação do app precisou aprender inglês.

Thaís conta, orgulhosa, que é uma das primeiras alunas a se matricular na Estácio Volta Redonda, em 2016, ainda quando a unidade era somente um polo EaD (hoje já com cursos presenciais). Prestes a se formar em pedagogia, ela faz questão de mostrar sua gratidão à universidade.

- Quando cheguei na Estácio, expliquei minhas limitações e ouvi da direção que a universidade faria de tudo para se adaptar ao fato de eu ter dislexia. Para uma pessoa com deficiência, ouvir isso é um grande estímulo. E assim foi! Me adaptei facilmente ao sistema de ensino a distância da Estácio e a universidade me ajudou muito em todo esse processo de graduação. Nas minhas provas, que são feitas presencialmente no campus, conto com a ajuda de uma funcionária que lê as questões e transcreve minhas respostas para o computador – conta.

Para a faculdade, a jovem é prova de que limitações não são impeditivo para realizar sonhos. E Thais fala com carinho de seus alunos da Apae e diz que ver a felicidade e o desenvolvimento deles é seu maior orgulho.

- Sou grata a Deus por me dar conhecimento e força para ter criado esse app, e por me ajudar a realizar meus sonhos de ser professora e de fazer uma faculdade – acrescentou Thaís.

Os interessados em parcerias com a jovem desenvolvedora do aplicativo, para que ele chegue a um maior número de pessoas e instituições, pode entrar em contato pelo e-mail piresthais02@gmail.com. (Foto: Divulgação)

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