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Nacional

Irmã de Aécio Neves tem liberdade negada pelo STF

13/06/2017 15:53:19

Por três votos a dois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira liberdade à irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andréa Neves. Ela está presa desde 18 de maio por ordem do relator da Lava-Jato na corte, ministro Edson Fachin, e assim continuará por tempo indeterminado. O relator do processo é o ministro Marco Aurélio Mello, que levou o caso para a análise do colegiado. Embora ele tenha votado pela revogação da prisão, a maioria endossou a tese de Fachin de que as acusações contra Andrea são graves e a prisão é necessária para garantir a interrupção da prática criminosa.

Votaram pela manutenção da prisão os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. Apenas Alexandre de Moraes concordou com o relator. Barroso lembrou que as gravações de conversas entre Andrea e o dono da JBS, Joesley Batista, mostram que a prática criminosa era habitual, dando a entender que houve recebimento de dinheiro por meio de caixa dois nas eleições de 2014. Ele demonstrou indignação com a atuação de Andrea mesmo depois de deflagrada a operação Lava-Jato.

- Tudo isso em meio à maior operação de corrupção jamais deflagrada no país. Depois do mensalão, depois de três anos de operação Lava-Jato, ainda com a Lava-Jato em curso, o ‘modus operandi’ continuava da mesma forma, como se nada tivesse acontecido e como se o risco de serem alcançados pela justiça inexistisse — disse Barroso.

Antes da votação, a subprocuradora da República Cláudia Sampaio defendeu a manutenção da prisão de Andrea Neves. Segundo ela, não houve mudança no contexto que ensejou a decretação da prisão preventiva, diante da gravidade dos atos supostamente cometidos por Andrea – acusada de ter pedido R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para o irmão. Segundo a defesa do parlamentar, o dinheiro seria usado para o pagamento de advogados.

O advogado de Andrea Neves, Marcelo Leonardo, também se manifestou antes da votação. Ele ressaltou que sua cliente foi acusada apenas de ter feito o pedido de dinheiro a Joesley em nome do irmão. Não haveria nenhum fato comprovando que ela tentou atrapalhar as investigações antes ou depois do suposto pedido.

O inquérito chegou ao STF com Aécio e o presidente Michel Temer na mesma investigação. Fachin resolveu dividir o caso em dois. A parte referente ao parlamentar foi sorteada para a relatoria de Marco Aurélio. No julgamento desta terça-feira, o novo relator disse que teve vontade de tomar uma decisão sozinho, mas resolveu levar a prisão de Andrea para a análise da Primeira Turma.

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