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Cidades

Imprudência causa maioria dos acidentes na Curva do Aterrado, na BR-393

12/09/2020 09:21:53

Rodovia Lúcio Meira (BR-393), km 274. Neste trecho da estrada sob concessão, em Dorândia, Barra do Piraí – a apenas um quilômetro do posto da Polícia Rodoviária Federal – está um dos lugares com maior índice de acidentes da estrada, de apenas 200 quilômetros, que liga Volta Redonda a Além Paraíba (MG). Alguns destes acidentes costumam ser fatais, como ocorreu no início da tarde da sexta-feira (11), envolvendo três veículos.

Segundo a PRF, uma carreta transportando óleo vegetal tombou, batendo lateralmente num caminhão e sendo atingida de frente por outra carreta. Dois caminhoneiros morreram. A rodovia ficou totalmente interditada por quase seis horas, provocando um grande congestionamento nos dois sentidos. Até o momento desta publicação, as duas carretas não tinham sido removidas (leia mais detalhes abaixo).

A curva é um risco para os motoristas, principalmente caminhoneiros, que trafegam em direção a Volta Redonda. No sentido Barra do Piraí, também devido aos acidentes, foi instalado um radar limitando em 60 km/h a velocidade. O mesmo não ocorreu na outra direção. Resultado: motoristas que desafiam o limite recomendado costumam não conseguir fazer a curva e tombam na faixa contrária.

“A quase totalidade dos acidentes é por imprudência. O que aconteceu ontem é um exemplo. Provavelmente, o motorista [cuja carreta tombou] estava transitando acima do permitido, a ponto de o veículo tombar. A 40 km/h [o tombamento] não teria acontecido, exceto por um problema mecânico, que provavelmente a perícia não detectou. Normalmente, o que acontece é o veículo estar em velocidade excessiva”, afirma o policial rodoviário federal Roberto Baldini. “Quando tomba e tem veículos transitando no sentido contrário, acontecem estas desgraças”, diz ele sobre a perda de vidas.

O policial ressalta, no entanto, que o traçado naquele ponto também não é adequado. E não é mesmo. Segundo o FOCO REGIONAL apurou, a correção do traçado está prevista no edital de concessão da estrada, a exemplo do que foi feito na “Curva da Madalena”, em Paraíba do Sul, onde também era grande o índice de acidentes. Na Curva do Aterrado, porém, a providência até hoje não foi tomada, o que é do conhecimento do Ministério Público Federal e da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

A PRF já encaminhou vários ofícios à concessionária pedindo ao menos a instalação de um radar antes da curva, no sentido Volta Redonda. Até agora, nada. “Seria uma solução que resolveria o problema, mas o principal é a correção do traçado”, acredita Baldini. Atualmente, as únicas medidas existentes para a redução de velocidade são sonorizadores na pista e a placa indicando o limite de velocidade recomendado.

O FOCO REGIONAL pediu informações à concessionária sobre providências que possam ser tomadas para reduzir os acidentes no km 274. Segundo a concessionária, a instalação de radares depende de autorização da ANTT. A empresa justifica ainda sobre projetos previstos na concessão e não realizados. Veja a íntegra da nota encaminhada pela empresa:

"A K-Infra Rodovia do Aço investe rotineiramente em melhorias na qualidade do pavimento e da sinalização da BR 393 como forma de garantir a segurança dos usuários. Também realiza campanhas informativas com orientação sobre os limites de velocidade e o cumprimentos das normas de segurança.

A concessionária esclarece que as obras de melhoria e ampliação da rodovia dependem de licença ambiental, reintegração e imissão de posse de áreas pelos órgãos competentes. _

A K-Infra reitera que monitora constantemente os pontos com maior índice de acidentes e solicita à ANTT a instalação de radares fixos nesses locais".

 

Imprudência causa maioria dos acidentes na Curva do Aterrado, na BR-393

Trânsito ainda lento no local

Imprudência causa maioria dos acidentes na Curva do Aterrado, na BR-393

Até o momento da publicação desta reportagem, as duas carretas envolvidas no acidente permaneciam no local, mas, por volta das 9 horas, foram iniciados os trabalhos para a remoção, com o trânsito no sistema pare-siga. Uma delas transportava em tanques óleo vegetal degomado, que vazou para a margem, onde passa um córrego.

Equipes de uma empresa de atendimento a emergências químicas ainda estavam avaliando como fazer a contenção do óleo. Não se sabe quanto do produto era transportado, mas acredita-se em 30 mil litros. Um funcionário da empresa estimou que pelo menos a metade vazou.

O trânsito fluía com cones e sinaleiros da concessionária alertando os motoristas. Chamou a atenção o fato de, justamente no sentido Volta Redonda, o sinaleiro – além da bandeira vermelha agitada para alertar os motoristas – muitas vezes tinha que sinalizar com as mãos para que alguns reduzissem mesmo a velocidade com que se aproximavam da curva tombadeira. (Fotos: Foco Regional)

Atualizada às 10h35min com a nota da concessionária da rodovia

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