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Saúde

HSJB nega que obrigue pacientes a parto normal

04/03/2018 07:13:39

A direção do Hospital São João Batista, em Volta Redonda, reuniu a imprensa na noite da última sexta-feira e afirmou que não obriga as gestantes a fazerem parto normal. Segundo o hospital, a coletiva foi motivada por “boatos divulgados em redes sociais”, mas, na semana passada, uma mulher foi à delegacia de polícia, onde registrou um boletim de ocorrência, em razão da morte da neta, minutos após o parto normal. Segundo ela, a médica que atendia à sua filha não seguiu a orientação da primeira profissional, que  havia recomendado a cesariana. 

O diretor médico José Geraldo Mattos e a coordenadora médica da obstetrícia, Kátia dos Santos, falaram especificamente do caso. José Geraldo confirmou ter sido aberta uma sindicância, revelando que a médica está afastada enquanto durar a apuração do caso. “Mas isso não quer dizer que ela seja responsável pela morte do bebê”, frisou, revelando que a apuração do caso conta com “participantes externos”.

O diretor enfatizou que não há – e nem poderia haver – obrigatoriedade de parto normal. “Existem resoluções da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde que nós seguimos”, disse José Geraldo.

Em 2016, aconteceram 2.075 partos no hospital, sendo 1.086 cesáreas e 989 normais. Naquele ano, segundo os dados apresentados, 32 fetos (1,5%) morreram antes do parto. Já no ano passado foram 2.028 partos, sendo 1.054 normais e 974 cesáreas, com 29 óbitos (1,4%).

Este ano, até a última sexta, foram 341 partos, sendo 62% cesarianas, com quatro óbitos. “Esses dados demonstram que não obrigamos ninguém a realizar parto normal. Trabalhamos através dos protocolos do Ministério  da Saúde. Há uma resolução do ministério de que a meta no Brasil seja 30% dos partos através de cesarianas e 70% normal”, afirmou José Geraldo, salientando que o parto normal é mais seguro para a mãe e o bebê.

Kátia, por sua vez, afirmou que os procedimentos médicos levam em conta o que é melhor para a paciente: “Quando fazemos a condução do parto normal, estamos seguindo protocolos dos principais órgãos de saúde. Pela legislação, toda mulher deveria ter parto normal. O parto operatório deveria ser emergencial. A mulher tem um canal natural para o parto normal, muito melhor para ela e a criança”.

Kátia ressaltou ainda que nos países desenvolvidos a maioria dos partos é natural.

Os diretores lembraram ainda que, conforme o Conselho Regional de Medicina, o limite para a gestante entrar em trabalho de parto normal é 42 semanas de gravidez. No caso do bebê da adolescente, no final de fevereiro, segundo a mãe que foi à delegacia ela estava grávida havia 40 semanas.

- Nosso prazo no hospital é ainda menor, sendo de 41 semanas e três dias – frisou Kátia. (Foto: Divulgação)

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