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Polícia

Homicídios em Angra crescem 42% nos 5 primeiros meses de 2018

Números vão na contramão do estado

25/06/2018 12:46:11

A cidade de Angra dos Reis, no litoral Sul Fluminense, registrou 61 mortes entre janeiro e maio deste ano, contra 43 registrados no mesmo período do ano passado. Os números da cidade litorânea, um dos principais destinos turísticos do estado do Rio de Janeiro, vão na contramão das estatísticas estaduais, que, no mesmo período de 2018, apresentaram queda de 1,6% no mesmo período. As informações são do jornal O Globo, publicadas nesta segunda-feira.

No sábado, dois homens foram mortos durante uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no Areal. A polícia havia proibido a realização de bailes funk, depois de descobrir que os eventos eram financiados por traficantes que dominam a comunidade. Na semana passada, caixas de som chegaram a ser destruídas por agentes durante uma incursão. Mas uma informação, recebida através do serviço Disque-Denúncia e repassada à PM, deu conta de que traficantes voltaram a arcar com os custos do baile para aumentar a venda de drogas.

Na madrugada de sábado, segundo O Globo, a polícia esteve no Areal e encontrou o baile lotado. Houve tiroteio e pânico. Dois homens foram baleados e encaminhados ao Hospital Geral de Japuíba, mas não resistiram. Os policiais militares apreenderam uma pistola Glock 9mm, um revólver calibre 38, uma granada e um rádio de comunicação.

Para João Willy, presidente da TurisAngra, a violência no município preocupa. Mas ele lembra que o período atual é de baixa temporada, com taxa de ocupação de hotéis e pousadas de 30%. “O que tenho visto é o aumento dos confrontos, tanto entre traficantes e a polícia como entre os próprios bandidos. Somente em fevereiro foram nove mortos. Nessa contabilidade estão os confrontos entre traficantes do Areal, do Frade, do Parque Belém, de Sapinhatuba I e II e do Camorim. A PM de Angra não tem estrutura para enfrentar o poderio desses bandidos, que se armam até os dentes. Os carros da polícia estão em estado muito precário e nem gasolina têm. A crise também afeta o turismo”, disse o secretário ao jornal carioca.

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