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Polícia

Homem assassinado em Pinheiral havia sofrido ameaça, diz delegado

15/07/2017 15:28:32

O homicídio da noite da sexta-feira em Pinheiral deixou a Polícia Civil em alerta e já há um suspeito identificado. O delegado Antonio Furtado informou que sua equipe trabalhou durante toda a madrugada deste sábado, realizando “diligências importantes” para o esclarecimento do crime. “Lamentamos mais essa morte e estamos apurando o caso com o máximo empenho. Tanto que identificamos um suspeito que ameaçou a vítima de morte dois meses atrás. Ele ontem de tarde estava em casa, mas, depois do crime, sumiu de Pinheiral – disse.

O delegado não descarta que o histórico de crimes da vítima possa ter ligação com o motivo do homicídio: “Uélio Aparecido dos Santos, vulgo “Cabeludo”, de 34 anos, tinha diversas passagens criminais, como furtos qualificados, desacato, desobediência, lesoes corporais e ameaça. Uma das linhas de investigação é que o assassinato foi motivado por vingança. Foram pelo menos três tiros quando Uélio bebia num bar. Mesmo baleado, ele ainda entrou em seu carro, deu a partida, mas bateu logo depois. Saiu do veículo e acabou morrendo na rua”.

Para Furtado, a vítima cometeu um erro fatal: “Não foi uma simples ameaça de morte que Uélio sofreu dois meses antes. O suspeito chegou a dar um tiro para o alto perto da casa da vítima. Isso era caso de registro policial imediato. Quem ameaçou seria trazido à delegacia e a arma seria procurada. Essas medidas certamente evitariam o assassinato. Mas Uélio não comunicou a ameaça, subestimando o perigo que corria.

Furtado questionou que há boatos plantados em Pinheiral para agravar uma situação já delicada e criar um clima de pânico entre os moradores. “Ontem diversas mentiras foram divulgadas nas redes sociais, como a morte também de um parente da vítima e que outro rapaz teria sido assassinado. Uma mulher chegou desesperada à delegacia acreditando nisso e foi acalmada pelos policiais. As pessoas têm a falsa sensação de que podem fazer o que quiserem nas redes sociais ou em outros ambientes da internet, mas vamos deixar claro que não é assim. Boato de crime inexistente, que causa pânico ou mobiliza à toa a polícia é falsa comunicação de crime. Já determinei a abertura de procedimento para investigar os boatos e a pena pode chegar a seis meses de prisão. Para mim não há diferença entre crimes pequenos ou graves. Tudo o que prejudica à sociedade tem que ser punido - concluiu Furtado.                        

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