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Política

Furtado critica reforma por causa de agentes de segurança

05/07/2019 08:41:05

O deputado federal Delegado Antônio Furtado criticou, na quinta-feira, o parecer com a proposta da reforma da Previdência, aprovado à tarde na comissão especial instalada na Câmara. O parlamentar saiu em defesa dos

profissionais de segurança, defendendo que tenham um tratamento diferenciado. Na comissão especial, as primeiras sugestões de mudanças apreciadas pelos deputados – e que acabaram rejeitadas – ampliavam o rol de profissões enquadradas como atividades de risco, além dos policiais.

– Não estou indeciso com relação à Nova Previdência. Sei exatamente da importância que tem para colocar o Brasil nos trilhos, para gerar emprego, para que a nossa nação seja cada vez mais soberana e feliz. Só que é preciso entender que os funcionários da segurança pública precisam ter um tratamento adequado nessa reforma. Não se trata de regalia, não se tratam de privilégios, não se tratam de extravagâncias, mas, sim, de direitos básicos para aqueles que arriscam as suas vidas, vão as ruas lutando pela paz, pela livre preservação das garantias das pessoas – afirmou Furtado.

A rejeição dos destaques causou tumulto nos corredores da Câmara. Policiais e agentes de segurança protestaram contra o governo por ter votado contra as sugestões e mantido no parecer regras mais duras para as categorias.

Os alvos do protesto foram o presidente Jair Bolsonaro, o PSL e a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

Quando foi divulgado o placar revelando a derrota, os representantes das carreiras de segurança pública deixaram o plenário da comissão aos gritos de "PSL traiu a polícia do Brasil", em referência ao partido do presidente Jair Bolsonaro, que possui uma fatia numerosa de parlamentares egressos de forças policiais. O próprio presidente virou alvo do protesto: "Bolsonaro traidor", gritaram os policiais.

Desde quando assumiu o mandato, Furtado se reuniu com os sindicatos das policias Civil, Federal e Rodoviária Federal e agentes para entender a necessidade da categoria e poder propor medidas que atendam aos profissionais e não coloquem, segundo ele, em risco a segurança do cidadão.

- Esses profissionais utilizam sua vida como escudo e não podem ser esquecidos – acrescentou o parlamentar,  frisando que alguns estão sendo “deixados de lado na reforma da Previdência, como a questão de pensão por morte ou incapacidade permanente, as regras de transição, idade para aposentadoria e alíquota de contribuição”. (Foto: Divulgação)

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