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Saúde

Fundamp passa a cobrar por consultas e exames

02/07/2018 17:37:14

A partir deste mês, os servidores que aderiram ao Fundamp (Fundo de Assistência Médica Permanente dos Servidores Públicos Municipais de Barra Mansa) antes de 2010 passam a pagar uma taxa para consulta e outra para exames, válida para o titular e seus dependentes. De acordo com a direção da instituição, a cobrança – aprovada este ano pelos conselhos Deliberativo e Fiscal – tem por finalidade equilibrar as contas do fundo.

Além do percentual de 9,1% descontado diretamente do salário do servidor contribuinte, a partir de agora será cobrada também uma coparticipação de 10% por consulta e 25% para os exames. A medida havia sido aprovada em 2014, mas não chegou a ser posta em prática, o que, segundo a direção do Fundamp, agravou a situação financeira.

Os dependentes dos titulares do Fundamp que aderiram ao plano assistencial antes de 2010 passam ainda a contribuir com uma mensalidade R$ 78,64 até 17 anos de idade e de R$ 120 se tiverem mais de 18 anos, com atualização anual do IGP-M.

O Fundamp foi criado em novembro de 1994, através da Lei Municipal 2.737/94,  e tem por finalidade prestar assistência médica, ambulatorial e hospitalar aos funcionários públicos da prefeitura de Barra Mansa. Segundo a direção do fundo, os dependentes dos titulares não pagavam pelo serviço  e o que era um diferencial acabou se tornando uma bola de neve, provocando um déficit anual de mais de R$ 2 milhões.

Outros fatores levaram ao desequilíbrio financeiro, como a adesão facultativa ao fundo (antes era obrigatória) o que fez com que os servidores que tivessem salários mais altos saíssem do plano, e a resolução que suspendeu o desconto de 9,1% no 13º salário dos servidores, além da falta de reajuste na contribuição, que é a mesma há mais de 10 anos.

“Todos os procedimentos aumentaram, mas esses aumentos não foram repassados para os associados. Agora chegamos ao limite: ou a instituição realiza uma mudança ou fecha”, resume o gerente médico Francis Bullos.

Já o diretor executivo do Fundamp, Nivaldo Viana, diz que os associados que aderiram ao plano após 2010 já contribuem seguindo uma tabela de preços instituída naquele ano e revisada em 2016, que agora foi unificada. O valor mínimo de R$ 78,64 para dependentes até 17 anos e máximo de R$ 470,86 para maiores de 70 anos. “Nossa intenção é equilibrar as contas, já que nossas despesas são altíssimas e a maioriados nossos contribuintes aderiu ao plano antes de 2010”.

Despesas passam de R$ 800 mil ao mês

 Atualmente, o Fundamp possui mais de 5,5 mil associados, o que resulta numa contribuição mensal de aproximadamente R$ 577 mil. Porém, as despesas ultrapassam R$ 800 mil mensais. De janeiro e 19 de junho desse ano, foram realizadas mais de 14 mil consultas e 28 mil exames, o que resultou numa despesa de aproximadamente R$ 1.058 milhão.

 O diretor executivo explica que 80% do que é contribuído é direcionado para pagar as despesas da Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa, hospital responsável pela maioria dos procedimentos de alta complexidade. “Os 20% restantes são para as outras clínicas e hospitais, médicos internos, fisioterapeutas, laboratório, pagamento da folha de funcionários e serviços de manutenção como luz, água, telefone, internet, entre outras despesas mensais”, completou Nivaldo.

Ele exemplifica uma situação que viveu durante o ano passado. “Em novembro de 2017, uma associada foi diagnosticada com tumor no cérebro. Ela foi encaminhada para a Santa Casa onde passou por todo o tratamento, inclusive cirurgia. Na alta concedida em janeiro de 2018 a conta da paciente estava em R$ 247 mil. Mesmo ela pagando uma mensalidade de R$ 85 ao Fundamp, ela teve todo o suporte e ajuda pelo plano. Porém, casos como esse estão se tornando cada vez mais comuns e queremos evitar o dia em que um associado precise de um tratamento e não poderemos pagar”, alertou.

Do total de associados, 39% são dependentes e, segundo o Fundamp, 85% deles foram incluídos no plano assistencial antes de 2010 e por isso não pagavam mensalidade. Nivaldo acredita que com a nova medida, a previsão de arrecadação é de R$ 192 mil por mês, o que garantirá um novo fôlego nas contas da autarquia. (Foto: Divulgação)

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