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Economia

Funcionários encerram greve na INB

27/03/2017 13:03:39

Em decisão por maioria dos votos, os funcionários das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) aprovaram contraproposta apresentada pela direção da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017, colocando fim à greve que paralisou as atividades, durante uma semana, na unidade Resende. A decisão foi tomada em votação realizada na sexta-feira, em assembleia geral comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas do Sul Fluminense (Quimisulf).

A contraproposta consistiu em reajuste de 7%, retroativo a 1° de novembro de 2016; concessão de três créditos no cartão alimentação (no total, cerca de R$ 2.350,00); concessão progressão salarial de um estágio na Tabela Salarial de 1° de novembro de 2016, a partir de agosto de 2017, cujo salário seja de até R$ 9.361,00 (aproximadamente 86% do efetivo); auxílio óculos no valor de R$ 350; troca de turno de 10 para 15 minutos; reembolso ortodôntico de 18 para 30 meses; um coordenador de livre nomeação, sendo obrigatória a comprovação da qualificação técnica do profissional a ser indicado; e abono dos dias parados na greve.

 - Após uma semana de paralisação, a empresa entrou em contato com o sindicato informando uma nova contraproposta, que desta vez, reduziu em apenas um coordenador da proposta que havia sido rejeitada no dia 21 – explicou nesta segunda-feira o diretor de Relações Trabalhistas do Quimisulf, Roberto Silveira.

Conforme o diretor, a nova contraproposta da INB foi colocada em votação por aclamação da assembleia, já que a mesma era apenas para tratar de informativo sobre a greve. O sindicato, mesmo considerando a proposta aquém das metas pleiteadas, respeitou a decisão dos funcionários e colocou em votação. Com a presença de empregados de vários seguimentos, como engenheiros, advogados, administradores, contadores e secretárias, entre outros, lotados em Resende – que reúne 726 funcionários, 55% do total de funcionários da INB –, a contraproposta foi aprovada por maioria dos presentes.

 A greve da INB, aprovada por maioria, foi iniciada na zero hora de segunda-feira, seguindo todos os princípios legais, segundo o sindicato. Por se tratar de uma empresa que atende a Eletronuclear (Angra 1 e 2), os trabalhos não foram paralisados totalmente, portanto, os operadores foram mantidos para garantir a segurança do local. Apenas 15% dos trabalhadores essenciais ficaram à disposição da empresa, em comum acordo com o sindicato.

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