sexta-feira, 28 fevereiro 2020
Fale Conosco | (24)3343-5229

Política

Samuca antevê Fla x Flu na eleição municipal

15/01/2020 15:05:58

A escolha do próximo prefeito de Volta Redonda terá ares de um Fla x Flu. A avaliação é do prefeito Samuca Silva. Em entrevista exclusiva concedida ao FOCO REGIONAL nesta quarta-feira, ele avalia que a disputa deste ano não terá uma terceira via, diferentemente do que ocorreu em 2016, quando ele correu por fora e saiu vencedor da disputa pelo Palácio 17 de Julho.

Samuca se mostra convicto de que a corrida eleitoral se dará entre o novo, no que se inclui ao lado do deputado federal Antônio Furtado (que ainda não se declarou pré-candidato), e o velho, na sua opinião representado por Antônio Francisco Neto e o vereador Washington Granato. O prefeito foi além: declarou que, se judicialmente a reprovação das contas que tornou Neto ilegível for respeitada, o ex-prefeito sequer poderá ser candidato.

Samuca também não esconde sua frustração com o PSDB, partido ao qual retornou, admitindo mudar de legenda se houver orientação neste sentido do governador Wilson Witzel.

FR – Estamos ainda começando o ano, o último do senhor neste mandato, sendo este um ano eleitoral. Como o senhor pretende trabalhar dentro da perspectiva de uma reeleição e, ao mesmo tempo, de administração da cidade.

SS – Primeiro, quero trabalhar com a mesma gestão. O resultado de todo o trabalho efetuado nos últimos três anos agora começa a aparecer, sem pensar no processo eleitoral. Mesmo que isso já esteja em debate para as forças políticas, até para quererem aparecer, não é o momento de se pensar nisso para a população, pois trava a gestão, trava o governo e a cidade. E aí não conseguiremos entregar o que plantamos nestes três anos.

Estes 15 dias de 2020 já foram mais intensos do que talvez o ano inteiro passado, em que as forças políticas contrárias não tinham colocado as manguinhas de fora. Agora é focar no resultado deste trabalho e deixar que o processo eleitoral corra naturalmente até os prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

FR – O senhor manifestou esta semana – em relação a uma possível paralisação de médicos do Hospital São João Batista – de forma indignada, passando o entendimento de que houve no caso uma manipulação política. Como vai lidar com isso em se tratando de um ano eleitoral?

SS - Foi clara a utilização de uma preocupação legítima dos trabalhadores [do hospital] na manipulação política, articulada entre forças políticas contrárias, querendo achar pelo em ovo, utilizar desta bandeira, volto a dizer, legítima dos trabalhadores, para trampolim político.

Isso demonstra, por um lado, que nosso governo vai bem porque, se no momento de uma cidade tão dinâmica e grande como Volta Redonda, tentam achar uma coisa tão pontual para tentar crescer, demonstra que o nosso governo efetivamente tem poucos problemas estruturais a serem apontados.

Por outro lado [a questão do hospital] já foi resolvida, porque na realidade quem está dando direitos aos trabalhadores do São João Batista sou eu, buscando o direito a férias, 13º, contratação legítima, digna, valorização salarial. Os profissionais de enfermagem, por exemplo, já estão recebendo o piso, o que era impossível um mês atrás. A transição ocorreu, a questão orçamentária atrasou da Câmara e tudo culminou neste começo de ano no Hospital São João Batista de uma forma muito ruim para eles, mas que já foi resolvida. Os salários foram depositados, as formas de contratação da OS (Organização Social) estão mais transparentes e ajustes são necessários.

Este é o recado que dei a todos os meus secretários: a gente não pode errar. Temos que efetivamente estar vigilantes porque, como é um ano eleitoral, todo erro fica mais visível sob o ponto de vista do critério da oposição. Mas foi, obviamente, orquestrada a atuação de forças políticas, com base numa preocupação legítima dos trabalhadores que já está resolvida.

FR – A prefeitura comprou o Hospital Santa Margarida. Havia uma previsão de que fosse aberto em 2018, depois passou para 2019 e depois para início de 2020. Foi um bom negócio para a prefeitura, para a cidade?

SS – Foram R$ 7 milhões num prédio totalmente equipado e que salva vidas. Vários equipamentos do antigo Santa Margarida já estão na rede. São R$ 7 milhões com os quais compramos a obra física, um terreno do lado e equipamentos que estavam lá dentro. Na verdade, apesar de ainda hoje ser invisível para a população, mas foi um valor que já está sendo colocado à disposição dela em outros hospitais, como Retiro e São João Batista, e nas unidades de saúde, como Cais. Mas é um investimento a médio e longo prazos. Nosso governo é do desenvolvimento, do crescimento da cidade. Isso traz uma grande responsabilidade de investir em infraestrutura.

É um investimento que as pessoas não veem hoje, mas que, tenho certeza, vão reconhecer no futuro. Quando se constrói uma rede de água, aumentando a capacidade para uma área é uma obra invisível, debaixo da terra, que as pessoas não veem. Mas estamos pensando no longo prazo, para que os erros que ocorrem hoje, de falta de água, não ocorram no futuro. A minha preocupação é que não faltem leitos para a nossa população no futuro. É fortalecer o São João Batista através como um hospital de ponta, através de uma gestão privada, que dê resultados mais rápidos. O HSJB também já está saturando, não tem como ser ampliado, até porque o prédio é comodato. Não posso fazer obra lá.

No Hospital do Retiro, que tem uma parceria com a FOA, vamos entregar alguns leitos até o final do ano, mas também tem uma logística de difícil acesso. Sendo assim, o Santa Margarida tem uma estratégia que vamos apresentar em fevereiro para a cidade. Quatro andares já estão prontos. Vamos iniciar agora obras na parte externa. Está com vários equipamentos novos, como camas, e o projeto para os nove andares já está aprovado. É normal a ansiedade das pessoas, mas esta questão do Santa Margarida é um legado de médio e longo prazos para a cidade. Fazer com Volta Redonda o que São José dos Campos e Juiz de Fora foram: cidades de tamanho idêntico a Volta Redonda que hoje são potências.

Se o gestor público só pensar em seus quatro anos, é imediatismo. O Santa Margarida não tem esta característica. A característica dele é atrair receitas para Volta Redonda, serviços feitos fora da cidade sendo trazidos para cá para que nossos pacientes sejam atendidos aqui e, a médio e longo prazo, pensando no crescimento da cidade.

Continuação da entrevista:

O Fla x Flu eleitoral

Para sua própria admninistração, nota 10

Comentários via Facebook

(O Foco Regional não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

18:24 Saúde