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Saúde

Evolução da Covid-19 em Volta Redonda preocupa governo do estado

07/04/2020 13:19:55

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel declarou no início da tarde desta terça-feira, em entrevista coletiva no palácio Guanabara, que há preocupação com a evolução do quadro de coronavírus (Covid-19) em Volta Redonda. A cidade teve até agora 63 casos confirmados, com três mortes e quatro outras sendo investigadas. O total de casos suspeitos chega a 455. Os números devem ser atualizados na tarde desta terça pelo prefeito Samuca Silva.

Segundo Witzel, Volta Redonda é o “foco quente” do vírus no Médio Paraíba fluminense, assim como a cidade do Rio de Janeiro; Niterói, na região Oceânica do estado; Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Petrópolis, na Região Serrana.

A entrevista de Witzel ainda não havia sido encerrada no momento desta publicação, mas ao abrir o encontro com jornalistas, ao lado do secretário de Saúde. Edmar Santos, ele afirmou que o avanço dos casos em Volta Redonda está, de certa forma, relacionado ao fato de cidade “receber muita gente vinda do estado de São Paulo”, que concentra o maior número de casos no Brasil.

Ainda para esta terça-feira, é aguardado um novo decreto do governador que isola o transporte público de Volta Redonda, Barra Mansa e Pinheiral de outras cidades do Sul Fluminense. Um decreto neste sentido chegou a ser editado no final de semana, mas foi suspenso a pedido de prefeitos que pediram algumas revisões, como a regulamentação do transporte fretado de trabalhadores.

“O Rio de Janeiro vai manter as medidas de restrição. São estas medidas que estão nos permitindo que os hospitais de campanha sejam montados para salvar pessoas”, disse Witzel que, por outro lado, anunciou um novo decreto, especialmente para o Norte e Noroeste fluminense, permitindo a circulação interna em quase todas as cidades onde não houve, até agora, casos confirmados de coronavírus. No entanto, ele frisou que as prefeituras terão que manter barreiras sanitárias.

A flexibilização atinge duas cidades do Médio Paraíba, citadas por Witzel: Paty do Alferes (onde a prefeitura pediu ajuda para a montagem da barreira sanitária) e Engenheiro Paulo de Frontin.

RESPIRADORES – O secretário de Saúde disse que não é o momento de flexibilizar as regras de isolamento social nas áreas com maior número de casos “Temos que esperar passar o momento crítico”, disse Edmar Santos, acrescentando que “todas as medidas adotadas estão surtindo algum efeito”. Ele criticou as pessoas que, sem necessidade estão indo para as ruas: “Ela se arriscam e estão arriscando as outras”.

Santos chamou a atenção para um fato também preocupante: subiu de 7% para 21% a internação em CTIs de hospitais públicos (que atendem pelo SUS), sinal de que o vírus chegou ao público de menor poder aquisitivo. Segundo ele, antes a maior ocupação de CTI era por pessoas de renda mais alta.

O secretário também alertou a necessidade de manter as medidas de restrição pelo fato de que o estado, apesar de estar com hospitais de campanha praticamente montados em vários pontos do estado, não tem o número de respiradores que necessita para atuar no atendimento a possíveis contagiados. Segundo ele, são cerca de 1,5 mil aparelhos.

Atualmente, o Rio conta com 1.461 casos confirmados de coronavírus, com 71 óbitos e 29 sob investigação. Os dados vão ser atualizados novamente nesta terça-feira.

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