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Educação

Estudantes usam teatro para combater ‘bullying’

18/04/2018 16:26:36

 Alunos da Escola Municipal João Haassis, no Eucaliptal, em Volta Redonda, criaram peça de teatro que aborda o “bullying” e o preconceito. O tema “Viver consciente: escola e família juntos contra o bullying” foi escolhido para discussão em 2018 dentro do Programa Mais Educação, do governo federal. A encenação deu início a uma série de ações, dentro de sala de aula e extracurriculares, sobre o assunto.

 A diretora Gleides Regina de Oliveira da Costa explicou que 90 dos 320 alunos participam de oficinas de teatro, artesanato, futsal e acompanhamento pedagógico em português e matemática, no horário inverso às aulas. As atividades são voltadas para estudantes com dificuldade no aprendizado.

 “Eles passam por todas as oficinas, mas o teatro é sempre o preferido. Acredito que seja por ensinar de forma lúdica. Mas a ideia do Mais Educação é assistir o aluno como um todo”, disse, lembrando que o tema abordado no programa é discutido com toda escola. “E já temos o tema para o próximo semestre: redes sociais”, contou. 

A João Haassis atende alunos dos 6 aos 10, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. E todos assistiram à peça sobre bullying, criada pelos colegas com orientação do professor de teatro Washington Kellington.

 O professor, que trabalha com teatro há mais de 30 anos em Volta Redonda, afirma que na escola desenvolve os temas propostos pela direção em conjunto com os alunos do curso.

“São eles que escolhem como vou conduzir o tema, os personagens que vão representar e os nomes. Acredito que desta forma, utilizando a linguagem deles, conseguimos atingir mais facilmente o objetivo. Neste caso, evitar o bullying na escola”, afirmou.

 Entre os alunos que participam da encenação estão Ana Lívia, de 10 anos, e Gustavo, de 12, ambos do 5º anos. A personagem da menina sofre bullying por estar acima do peso. “Isso não acontece mais comigo, mas já aconteceu e sofri muito, era horrível. Acho importante mostrar o problema para meus colegas”, disse Ana Lívia.

Já Gustavo, que na peça sofre com preconceito religioso, acha que a discussão tem que continuar. “Noto que alguns alunos já entenderam o recado, mas outros continuam implicando com as diferenças”, falou.  (Fotos: Divulgação)

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