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Educação

Estudantes protestam em VR contra corte de verba nas universidades

08/05/2019 21:56:04

Alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) realizaram na noite desta quarta-feira, na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, uma manifestação contra o corte de 30% no repasse de verbas das universidades e institutos federais, anunciado no início deste mês pelo Ministério da Educação. O protesto reuniu, segundo os organizadores, cerca de mil estudantes e professores. Também na noite desta quarta-feira ocorreram protestos em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e em Nova Friburgo, na Região Serrana.

Em Volta Redonda, os manifestantes se concentraram na Praça Brasil e seguiram até a Praça Juarez Antunes. A UFF tem três unidades em Volta Redonda. Na Vila, a Escola de Engenharia e, no Aterrado, o Instituto de Ciências Humanas e Sociais(ICHS) e o Instituto de Ciências Exatas (Icex). Só o IHCS tem 5,5 mil alunos e 103 professores.

Segundo diretores da UFF em Volta Redonda, o repasse de verbas já vem sendo feito abaixo das parcelas previstas no orçamento e o percentual anunciado pelo MEC vai afetar, de uma maneira geral, ações rotineiras na instituição. “Isso terá impacto geral na comunidade acadêmica”, resume o professor Júlio César Andrade, diretor do ICHS.

- O contingenciamento vai agravar ainda mais a situação, de maneira dramática. A situação vai ficar crítica – acrescenta o diretor, lembrando que a equipe de planejamento da UFF, estabelecida na cidade de Niterói, prevê um quadro delicado a partir de agosto, com a incapacidade da universidade de pagar as despesas com água, luz e terceirizados. “É uma estrutura básica que vai ser comprometida, afetando todos os setores”, adverte Andrade.

Ele não esconde a preocupação com o futuro, já que, no governo de Michel Temer, foi aprovada a chamada PEC (Projeto de Emenda Constitucional) dos Gastos, congelando as despesas com educação por 20 anos.  Lembra o diretor que o custeio das universidades cresceu nos últimos cinco anos com a ampliação dos cursos e, consequentemente, aumento do número de alunos.

- Esta política vai dificultar qualquer tentativa de retomada depois – aposta Andrade.

Ele lamentou ainda que o governo de Jair Bolsonaro tenha bloqueado nesta quarta-feira, de forma generalizada, bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Segundo relatos de coordenadores de programas, financiamentos que estavam temporariamente sem uso foram retirados do sistema do órgão de fomento ligado ao Ministério da Educação.

- Isso vai comprometer a carreira dos alunos – resumiu Andrade.

Em nota oficial, a UFF diz que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão do Ministério da Educação, mas constatou o bloqueio de 30% dos recursos disponíveis para manutenção das atividades, como bolsas e auxílios a estudantes, energia, água, luz, obras de manutenção, pagamento de serviços terceirizados de limpeza, segurança, entre outros.

"Se confirmada, esta medida produzirá consequências graves para o pleno funcionamento da Universidade", diz a nota.

A UFF diz ainda que fará todo o esforço institucional que estiver ao alcance para demonstrar ao Ministério da Educação a necessidade de reversão dos cortes anunciados.

Na última terça-feira, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou na Comissão de Educação no Senado que não haverá corte no orçamento das universidades e instituições de ensino federais, mas sim “um contingenciamento”. (Fotos: Redes sociais)

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