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Esforço em família para realizar o sonho do diploma de medicina

Gasto médio é de R$ 2 mil para quem estuda em universidade pública

10/07/2020 17:58:11

Maior facilidade de acesso e custo incomparavelmente menor. Estes são os principais fatores que, sobretudo a partir de 2015, fizeram disparar o número de brasileiros que estudam na Argentina.

A Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de La Plata (UNLP), onde estuda a barramansense Bárbara Machado Nogueira, registrava em 2015 apenas 11 alunos brasileiros. Esse número saltou para 311 em 2017 e para 566 no ano seguinte. Não foi possível confirmar números recentes.

O gasto médio para viver no país vizinho é de R$ 2 mil mensais para quem estuda nas universidades públicas, devido à desvalorização do peso. Dinheiro que, na maioria dos casos, a família do estudante, no Brasil, se encarrega de garantir.

Vitor Baêta, por exemplo, conta que, com seus avós idosos e precisando de cuidados de saúde, a mãe dele foi morar com os pais e alugou a própria casa. O dinheiro do aluguel é o que banca os estudos dele na Argentina.

Bárbara Machado também teve o incentivo dos pais para estudar medicina no país vizinho. “Uni o útil ao agradável. Queria ter independência e amo idiomas. Eles me deram total apoio”.

A aposentada Marilia Braz, de Volta Redonda, foi quem incentivou o filho Pedro, hoje com 29 anos, a estudar na Argentina. O rapaz já havia se formado em farmácia no Brasil e está há três anos em Rosário.

A pandemia, porém, ligou uma luz de alerta, já que, agora, ela não sabe quanto tempo a situação vai perdurar e quanto mais será necessário para custear as despesas dele. “A universidade ainda não tem previsão de voltar às aulas presenciais. Estão dando aulas online, mas alguns professores aderiram, outros não.”, diz ela sobre a incerteza que se estabeleceu. Outra preocupação: “O contrato de aluguel dele vence em outubro”.

Ela e Pedro decidiram que, por enquanto, é melhor que ele permaneça em Rosário. “A situação lá está melhor do que aqui”, diz Marília sobre o enfrentamento da pandemia.

O sistema universitário argentino cobra dos brasileiros apenas o diploma do Ensino Médio, reconhecido nos ministérios da Educação do Brasil e da Argentina, e um documento de identidade (o DNI, emitido pelas autoridades migratórias). O desempenho do aluno no Ensino Médio não é avaliado.  

A Universidade de Buenos Aires está classificada entre as 50 melhores do mundo e disputa posição com a USP (Universidade de São Paulo).

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