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Educação

Escolas municipais da ‘Grande Vila Brasília’ oferecem atividades extraclasse

11/08/2017 16:53:55

Escola Rubem Machado, na Vila Brasília, onde projeto de robótica levou alunos ao Japão

O exemplo dos cinco alunos da turma de robótica da Escola Rubens Machado, na Vila Brasília, que venceram etapas nacional e latino-americana de uma competição de robôs e puderam viajar até o Japão para competir e representar Volta Redonda na etapa mundial da Robocup 2017, pode motivar outros estudantes a se empenharem em sala de aula ou em atividades extraclasse. Os estudantes da Rubem Machado contam que trouxeram na bagagem a experiência de competir, interagir e conhecer uma civilização do Primeiro Mundo e encheram a cidade de orgulho.

- Foi um feito inédito para a nossa escola e para a cidade – disse a diretora do Rubens Machado, Aline Rebouças, após realizar uma festa de recepção no retorno da viagem dos alunos, esta semana. 

Nesta região da cidade, que engloba cerca de 30 mil pessoas, há cinco escolas e todas oferecem aulas extracurriculares para centenas de estudantes.  Na mesma escola dos criadores de robôs, há ainda dois projetos, como as aulas de dança e os passeios culturais de história, que poderão projetar bailarinos ou ainda professores de História, por exemplo.

O Projeto Viver-Dança existe há 19 anos e reúne 60 alunos que aprendem balé clássico, dança contemporânea, além de expressão corporal e coordenação motora, segundo explica a professora Mônica Marins.  “Mais do que dançar, o projeto ajuda o aluno a superar a timidez, melhorar a sua apresentação como pessoa, desenvolver a autoestima e se sentir valorizado”, ressalta, acrescentando: “Queremos valorizar o artista que existe dentro de cada aluno”.   

Ainda na mesma escola, alunos das aulas de História do 6º ao 9º ano participam de um projeto semestral intitulado Estudo do Meio.  Eles são instruídos através de uma lousa digital, onde há diariamente, bate-papo, músicas, vídeo e pesquisas acadêmicas nas quais podem relacionar o que aprendem à realidade. “Promovemos uma viagem uma vez por ano, num lugar previamente estudado em sala de aula. Este ano, por exemplo, 50 alunos visitarão o Museu da Vida da Fiocruz e o Aquário do Rio de Janeiro. Onde há história, fazemos uma aula prática”, explica Silvana Nunes, professora da disciplina, informado que o passeio, que também reserva alguns assentos nos ônibus para os pais, é custeado pelos próprios alunos.

Já os estudantes da Escola Maria Carraro, no bairro Mariana Torres, estão se preparando para produzir um jornal experimental, uma das atividades da aula de informática, e montar uma banda de música, inserida na aula de iniciação musical. “Além destas duas iniciativas, nossos 120 alunos têm quatro atividades: capoeira, balé, teatro e musicalização em inglês. Fizemos uma pesquisa e 80 % estão satisfeitos com as atividades. É um diferencial, pois eles não têm este aprendizado em casa e a escola proporciona”, orgulha-se a diretora Ana Maria Ferreira da Silva.

Na Escola Octacília da Silva Stockler de Mendonça (antiga Escola Ceará), no bairro Belo Horizonte, além dos alunos, os familiares também são chamados para participar do projeto “Qualidade de Vida”, visando orientar alunos e pais para viverem com hábitos e alimentação saudáveis. O projeto engloba várias ações, como o cultivo de uma horta, canteiros de flores e plantas ornamentais no pátio da escola. Realiza ainda palestras, tem uma cozinha experimental, sala de artes e de desenhos. “Nossos alunos tem entre 4 e 11 anos e, além deles, queremos cuidar também das famílias. Promovemos sustentabilidade com a participação efetiva de todos, objetivando garantir o bem estar”, diz a diretora Andrea de Paula Andrade. 

Para a diretora da Escola Othon Reis Fernandes, Ione Jasmim, o importante é ocupar os alunos fora dos horários normais das aulas e não deixá-los sem atividades. Para isso ela conta com o projeto federal Mais Educação, implantado este ano na escola do bairro Verde Vale. “Cerca de 100 alunos das turmas do 1º ao 5º ano têm 15 horas a mais de atividades. Além do reforço em Português e Matemática, eles praticam futsal, música e dança. Assim, eles ficam menos tempo na rua e isso contribui para o seu crescimento”, acredita Ione.

A música, segundo Iara Macedo, diretora da Escola Fernando de Noronha, na Vila Brasília, pode ser um agente transformador para os estudantes: “O aprendizado musical promove mudança de comportamento e atitude. Os alunos ficam disciplinados, educados e respeitosos”, enumera, frisando que a escola possui uma turma do projeto municipal Cidade da Música, com a participação de 140 alunos.  “Todos devem aprender música, pois é uma aula para a vida”, aponta.

A possibilidade de alcançar resultados e a contribuição para uma educação diferenciada nas escolas públicas é ressaltada pela vereadora Rosana Bergone (PRTB). Ela acompanha o dia a dia dos sete bairros que fazem parte da chamada “Grande Vila Brasília” e está constantemente em contato com as escolas. “É importante destacar o quanto estes professores e diretores inovam e se empenham para fazer este belo trabalho, procurando ocupar os estudantes por mais tempo, em atividades e projetos que podem torná-los cidadãos exemplares e melhores em seu dia a dia. Com certeza, quem aprende mais tem mais oportunidades”, afirma, torcendo para que outras escolas de Volta Redonda adotem iniciativas semelhantes.

- Por ser uma região com poder aquisitivo menor, temos muitos problemas sociais, mas eu acredito nos estudantes e nos profissionais e sei que podemos superar todas as dificuldades.  Este tipo de trabalho faz diferença”, destaca Rosana.

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