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Estado

Desembargador converte em preventiva prisão de acusados na 'Furna da Onça'

13/11/2018 07:19:39

O desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), converteu em preventiva a prisão temporária de 10 presos na Operação Furna da Onça, que apura esquema de propina na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). Gomes aceitou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para a preventiva dos deputados estaduais André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB). Também tiveram a prisão temporária convertida em preventiva  secretário de Governo Affonso Henrique Monnerat, Daniel Martins (enteado de Luiz Martins), do ex-chefe de gabinete do deputado André Correa, José Antonio Wermellinger Machado, e de Leonardo Mendonça Andrade, assessor do deputado Marcos Abrahão.

O pedido do órgão, acolhido em parte pelo desembargador, se baseou na suspeita de um possível vazamento da ação e as prisões garantiriam a preservação da ordem pública, considerando "os graves crimes praticados e as tentativas de destruir provas".

O magistrado também decretou a prisão preventiva dos irmãos Andreia Cardoso do Nascimento e Fabio Cardoso do Nascimento, assessores do deputado Paulo Melo e reiterou as prisões dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi.

O Ministério Público Federal havia pedido, ainda, a decretação de prisão preventiva do deputado Marcelo Simão (PP), da diretora de registros do Detran Carla Adriana Pereira e de Magno Cezar Motta, assessor do deputado Paulo Melo. O desembargador, no entanto, não acolhei o pedido e substituiu as penas por medidas alternativas. Simão não pode comparecer à Alerj, está proibido de sair do país e terá que entregar seu passaporte.

Já Carla Pereira e Magno Motta foram suspensos de seus cargos públicos e proibidos de entrarem e frequentarem o Detran e a Alerj. Os dois também terão de entregar seus passaportes e estão proibidos de deixar o Brasil.

Alcione Chaffin Andrade Fabri, chefe de gabinete do deputado Marcos Abrahão (Avante) e Jorge Luis de Oliveira Fernandes, ligado ao Coronel Jairo (MDB), terão suspensos o exercício da função pública.

O ex-presidente do Detran, Leonardo da Silva Jacob, e a ex-chefe de gabinete do deputado Edson Albertassi, Shirley Aparecida Martins Silva, estão proibidos de exercer cargos públicos. Eles também terão de entregar os passaportes.

O deputado eleito Vinicius Farah, Jennifer Souza da Silva, Jorge Luiz Ribeiro e Marcus Wilson Von Seehausen serão soltos sem cumprir medidas alternativas, a pedido do MPF.

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