segunda-feira, 17 dezembro 2018
Fale Conosco | (24)3343-5229

Cidades

Deputados e MPF vistoriam depósito de escória da CSN em Volta Redonda

Imprensa, ambientalistas e políticos locais foram barrados

03/07/2018 15:19:27

Deputados que integram as comissões de Meio Ambiente, Saneamento Ambiental e Saúde da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e uma representante do Ministério Público Federal (MPF), além de dois agentes do Inea (Instituto do Meio Ambiente) estão vistoriando nesta terça-feira o depósito de escória da CSN no bairro Brasilândia, em Volta Redonda. A visita se deve às denúncias de risco de acidente ambiental com a pilha de  resíduos instalada no bairro, que contrariaria a legislação ambiental.

Além da imprensa, políticos locais, membros da Comissão Ambiental Sul e líderes comunitários foram impedidos de acompanhar os deputados estaduais pela CSN e a Hasrco Metals, olperadora do depósito, sob alegação de que não havia equipamentos de segurança suficientes para todos.

O depósito foi alvo da denúncia de uma ONG do Rio de Janeiro (Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara) ao MPF em Volta Redonda no mês passado. A pilha de resíduos da produção siderúrgica, conforme a denúncia, está a menos de 50 metros do Rio Paraíba do Sul – quando o mínimo estabelecido pela legislação é uma distância de 100 metros – colocando em risco o abastecimento de água de toda a região metropolitana.

Além da CSN e a operadora do depósito, a ONG também denuncia o Inea por suposta conivência com a situação. Além do risco de comprometer o fornecimento de água para os cariocas, o material é apontado como causa de doenças respiratórias e alérgicas por boa parte da população. Há oito anos o Inea analisa pedido de licença de operação feito pela Harsco.

A montanha de escória, segundo o próprio Inea, já está a mais de 20 metros de altura – ou cinco vezes mais do que o recomendado. O resíduo da produção de aço é utilizado na indústria de cimento.

Entraram no depósito os deputados Dr. Julianelli (PSB), Lucinha (PSDB) e Nivaldo Mulin (PR), que se disseram perplexos com o tamanho da pilha de escória. “Viemos constatar o que as imagens já demonstram ser um grave problema, para tomarmos as devidas providências. Lamentável não deixarem jornalistas entrarem. Parece que as empresas têm algo a esconder”, afirmou Lucinha.

Nesta segunda-feira, também o Movimento Baía Viva, do Rio, protocolou representação junto ao Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente), do Ministério Público estadual, e aos núcleos da Procuradoria Geral da República no Rio de Janeiro e em Volta Redonda, solicitando ação judicial urgente junto às empresas. A intenção, diz o movimento, é evitar o grave risco de suspensão do abastecimento público de dezenas de cidades no Vale do Paraíba, da Baixada Fluminense e da capital, em função da poluição química provocada pela “descontrolada pilha de lixo químico industrial às margens do Paraíba do Sul”. (Foto: Divulgação)

Comentários via Facebook

(O Foco Regional não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

11:37 Cidades