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Polícia

Delegado vê motivação sexual em assassinato de lituano em Paraty

Mulher da vítima foi estuprada. Suspeito está preso

06/02/2020 18:06:00

O delegado de Paraty Marcelo Russo acredita que o assassinato do turista lituano Adam Zindul, de 37 anos, numa casa na Praia do Sono, em Paraty, teve motivação sexual. Após ouvir a mulher da vítima, que foi estuprada, o delegado está convicto de que, apesar do dinheiro levado da carteira de Adam, não se tratou de um caso de latrocínio (roubo seguido de morte).

O dinheiro só foi roubado, segundo o delegado ouviu da morte do estrangeira, uma brasileira de 35 anos, que é de São Paulo, depois da prática da violência sexual. "Para mim foi um crime de cunho sexual, que acabou desencadeando na morte da vítima. Apesar de o suspeito ter levado um bem material, esse não foi o objetivo primordial do crime", disse Russo.

Em seu depoimento, a mulher afirmou que teria sido assediada pelo suspeito, que está preso. Ele foi levado para depor na manhã desta quinta-feira e recebeu voz de prisão.

Marcelo Russo reveliu que o suspeito, também de 37 anos, invadiu a casa que Adam e a mulher alugaram e ordenou que ela amarrasse o marido. Depois de ser estuprada, a mulher foi atacada com pauladas na cabeça, que a fizeram desmaiar.

"Ele estupra e depois pratica a morte. Tanto que a mulher não sabia até pouco tempo da morte dele", disse. "Ele deu duas ou três pauladas na cabeça dela, ela desmaiou na cama e ele deve ter pensado que ela havia morrido".

O suspeito do homicídio estava fazendo a capina do quintal da casa alugada pelo casal, que se casou recentemente. Em seu depoimento, a vítima contou que ela “jogava indiretas” e a olhava “de forma estranha”.

O preso é morador do Centro de Paraty. Ele fazia bicos para moradores da Praia do Sono, lugar onde só se chega de barco.  

O corpo de Adam está no Instituto Médico Legal de Angra dos Reis. O cadáver foi encontrado com os pés e as mãos amarrados numa cadeira de madeira. Há sinais de tortura. Um saco plástico cobria a cabeça da vítima e havia muito sangue no chão.

O consulado da Lituânia no Brasil informou no meio da tarde que ainda não havia sido comunicado do crime pelas autoridades brasileiras. “Uma vez recebidas as declarações oficiais sobre cidadãos lituanos falecidos, as representações lituanas no exterior informam instituições competentes na Lituânia, que têm o direito de notificar os parentes. Outras ações das representações lituanas no exterior são tomadas de acordo com as solicitações dos familiares e os atos legais da República da Lituânia que regulam a prestação de assistência consular”, disse o consulado em nota.

Segundo o carimbo da Polícia Federal que consta no passaporte de Adam, ele chegou ao Brasil no dia 28 de janeiro. (Foto: Arquivo pessoal)

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