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Polícia

Delegado comenta operação contra tráfico comandada por promotor

07/11/2018 18:32:43

O delegado titular de Barra Mansa, Ronaldo Aparecido, criticou a operação “Hidra II”, realizada na manhã desta quarta-feira pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPERJ), visando a prisão de suspeitos de tráfico em Pinheiral, Volta Redonda e Quatis. A ação, que contou com o apoio de policiais militares dos batalhões de Volta Redonda e Resende, não teve a participação da Polícia Civil, sendo chefiada pelo promotor de Pinheiral, Henrique Aragão Bastos.

Segundo o delegado, as investigações sobre os suspeitos vinham sendo realizadas “há meses” pela unidade que comanda e teriam sofrido um “prejuízo imensurávell ao ser deflagrada de forma isolada”. Ele afirmou também que sua surpresa é ainda maior pelo fato de a polícia e o Ministério Público atuarem com conjunto há vários anos na região.

- A Polícia Civil de Barra Mansa tem trabalhado em conjunto com o Ministério Público nos últimos cinco anos, numa parceria de confiança mútua muito forte. Mas fomos surpreendidos com este ato isolado, sem nos dar ao menos ciência – queixou-se Ronaldo, para quem o promotor usurpou uma atribuição da Polícia Civil, segundo ele a responsável pelo cumprimento de mandados judiciais. “Isso não está na função institucional do Ministério Público”, criticou.

O delegado disse que só tomou conhecimento da operação quando policiais civis de Porto Real receberam um preso, apresentado pela Polícia Militar, e tendo  conhecimento das investigações que vinham sendo feitas pela 90ª DP entraram em contato. “Nem os promotores do Gaeco tinham conhecimento da operação”, prosseguiu Ronaldo, se referindo ao Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do MPRJ.

De acordo com o delegado, a Polícia Civil havia solicitado à Justiça, há dois meses, os mandados de prisão e de busca e apreensão. “Da forma como foi feito, atrapalhou toda a investigação, que incluía descobrir duas refinarias de drogas no estado de São Paulo que abastecem o Sul Fluminense”, acrescentou. Ele se disse indignado também porque o trabalho de investigação consumiu tempo e dedicação de seus policiais.

- Um mandado de busca e apreensão cumprido por quem está participando de investigações é diferente de ser cumprido de forma aleatória. O investigador sabe o que deve ser apreendido. Quem não está participando, não tem conhecimento dos detalhes, que geralmente resultam em novas investigações.

O delegado informou ainda que comunicará o fato à Chefia de Polícia Civil e Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Procurado, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou, através de sua assessoria de imprensa, que não tinha como antever se promotor se manifestará sobre as declarações do delegado e, caso o faça, se seria possível responder ainda nesta quarta-feira. Se o promotor se manifestar, o FOCO REGIONAL publicará sua posição.

Ainda conforme a assessoria, a operação terminou com nove presos. Dos 31 réus, 22 já estavam presos antes da ação desta quarta. “Trata-se de ação penal contra 31 réus por tráfico e associação ao tráfico, sendo sete núcleos da associação”, detalhou a assessoria. (Foto: Arquivo)

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