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Cidades

Defesa Civil defende desocupação do Edifício Redondo

13/09/2018 10:34:56

Um dia após anunciar a interdição preventiva do Edifício Redondo, no Aterrado, o coordenador da Defesa Civil de Volta Redonda, Leandro Rezende, defendeu que o imóvel seja desocupado até que sejam tomadas as medidas recomendadas para a segurança, principalmente na estrutura e na rede elétrica. Segundo ele, a decisão de interditar o imóvel se deve aos riscos detectados na vistoria feitos no dia 11 de julho.

- A Defesa Civil tem que trabalhar para a redução do risco de desastres. Do jeito que está, é perigoso para quem mora, tem comércio ou frequenta o prédio – disse o coordenador, que marcou uma reunião com moradores e comerciantes, nesta terça-feira, para alertar sobre o risco de permanecerem no imóvel nas atuais condições. “O prédio apresenta risco de curto-circuito e não tem um sistema preventivo contra incêndios. O ideal é que desocupem o prédio para corrigir os erros. A nossa orientação será para sair, procurando um local mais seguro”, antecipou Rezende.

Ele classificou o quadro do Edifício Redondo como de “risco alto” e citou o caso ocorrido em São Paulo, no dia 1º de maio deste ano, quando um prédio desabou em São Paulo após ser consumido por um incêndio. “O que não podemos é nos omitir”, ressaltou o coordenador da Defesa Civil de Volta Redonda.

Sem manutenção e ponto de prostituição

 Defesa Civil defende desocupação do Edifício Redondo

Construído na década de 1960 na Avenida Integração, num estilo bastante incomum para a época, o Edifício Redondo tem sete andares, que abrigam 42 apartamentos, e terraço. Os espaços no subsolo, térreo e sobreloja estão ocupados por comerciantes e prestadores de serviço, como gráfica, despachantes, loja de games e celular, entre outros.

Ninguém sabe dizer ao certo quantas pessoas moram efetivamente no imóvel. O coordenador da Defesa Civil diz que a informação dada a ele seria de seis famílias apenas.

É provável que sejam poucas mesmo, afinal, o imóvel se tornou um ponto de prostituição, com a maioria dos apartamentos alugados por garotas de programa e travestis para receberem clientes. E, como se sabe, onde há prostituição não falta o tráfico de drogas.

- Este é o nosso grande problema – disse na manhã desta quinta-feira ao FOCO REGIONAL um comerciante instalado há quatro anos no edifício, pedindo para não ter o nome divulgado. “Uma ‘mulher de família’ não frequenta o prédio, pois teme ser confundida com prostituta. À noite, o que se vê nas proximidades do prédio é lastimável”, acrescentou, garantindo que o Edifício Redondo “já foi um cartão postal de Volta Redonda”. Aliás, sobre as garotas de programa, ele assegurou que, logo depois da divulgação da notícia da interdição, na noite da quarta, pelo menos cinco delas retiraram móveis e outros objetos dos apartamentos que alugaram.

Para outro comerciante, de 86 anos, que há oito tem seu negócio no térreo, desocupar o espaço é algo impensável neste momento. “É o único lugar que tenho para ganhar dinheiro, pois minha aposentadoria não é suficiente para sobreviver. O prédio não está tão ruim assim”.

As pessoas ouvidas pela reportagem defenderam a síndica, Darlene da Silva dos Reis, que, segundo elas, assumiu o cargo há pouco tempo e vem tentando melhorar as condições do imóvel. “Caiu tudo no colo dela”, disse uma delas.

Outro comerciante, que também pediu para não ter o nome publicado, pensa da mesma forma e vê na medida tomada pela Defesa Civil relação com o Restaurante Popular, que fica ao lado e será reaberto em outubro. E, novamente, as garotas de programa voltam ao tema. “O que eles devem estar querendo é evitar que as pessoas que vierem ao restaurante sejam assediadas pelas mulheres e travestis, como acontecia antes”, desconfia o comerciante.

No térreo é possível ver anúncios de lojas disponíveis para aluguel. Com a interdição é praticamente certo de que não vão atrair interessados.

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