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Economia

CSN negocia alta de 27,5% em preço de aço a montadoras

08/11/2018 17:13:52

A CSN está em  negociação com montadoras de veículos para praticar um reajuste 27,5% nos preços de aço a partir do início de 2019. A informação foi dada pelo diretor Comercial Luis Fernando Martinez, nesta quinta-feira, durante teleconferência com analistas da CSN. Segundo ele, os acordos de reajuste com as primeiras montadoras estão próximos de serem acertados.

O executivo não citou nome de fabricantes de veículos, mas a CSN é uma importante fornecedora da GM no Brasil. Em 2017, a CSN acertou reajuste de 22% com as montadoras para vigência neste ano, lembrou Martinez.

Após a teleconferência, as ações da CSN atingiram o valor mais alto em oito meses, repercutindo, além do otimismo sobre o mercado de aço no Brasil, comentários do diretor de Relações com Investidores da companhia, Marcelo Cunha Ribeiro. Às 16h08min, os papéis lideravam os ganhos do Ibovespa, avançando 1,93%, a R$ 10,01.

O executivo afirmou que a CSN deve apurar no quarto trimestre ganhos decorrentes de decisões favoráveis da Justiça contra a inclusão de ICMS na base de cálculo de PIS/Cofins, algo que tem acontecido outras empresas.

Em nota a clientes, analistas do Itaú BBA afirmaram que a CSN espera reconhecer um crédito fiscal de R$ 1,4 bilhão adicional no quarto trimestre de 2018, decorrente da ação de exclusão do ICMS da base da PIS/COFINS.

STEINBRUCH CRITICA MERCADO - Durante a teleconferência, o presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, criticou analistas da empresa, afirmando que relatórios recentes sobre a companhia não compreenderam a situação do mercado de aço no país. Segundo ele, a CSN quer terminar 2018 com estoque de produtos siderúrgicos "próximo de zero", o que, aliado a uma situação de baixos estoques nos mercados consumidores, pode contribuir para um salto de preços da liga no Brasil no início do próximo ano, caso a recuperação da economia se sustente.

"Nossa perspectiva para o mercado e economia para o ano que vem é bastante grande. A perspectiva nossa é que mercado esteja desabastecido e com uma chance de recuperação muito grande para o primeiro trimestre", disse Steinbruch.

Em um aparente sinal da robustez do mercado interno, Steinbruch disse que a CSN já está com produção de aço vendida até o final do ano.

Na mesma teleconferência foi informado que a CSN deve anunciar em breve novas vendas de ativos fora do Brasil e, possivelmente, um acordo de investimento com interessados em sua operação de mineração, conforme disse o diretor de Relações com Investidores, Marcelo Cunha Ribeiro, sem entrar detalhes.

Sobre os ativos no exterior, que incluem fábricas de aço em Portugal e na Alemanha, a CSN assegura que o processo de venda "está bastante adiantado, com interesse de competidores estratégicos”. No final de junho, a empresa concluiu venda de uma usina nos Estados Unidos por US$ 400 milhões.

Questionado sobre expectativas de investimentos para 2019, Ribeiro afirmou que ainda é cedo para fazer estimativas, mas que o montante deverá ser "marginalmente maior que em 2018". Parte substancial dos recursos, segundo ele, deverá ser aplicado em parada para manutenção do alto forno 3 da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. O equipamento deverá ficar fora de operação durante dois meses a partir do final de julho. A CSN calcula que o montante a ser desembolsado na reforma será de cerca de R$ 200 milhões e que após os trabalhos a empresa poderá elevar sua produção anual de ferro gusa em 400 mil toneladas. A reportagem é da Reuters.

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