sexta-feira, 15 novembro 2019
Fale Conosco | (24)3343-5229

Cidades

CSN e Harsco alegam estar buscando solução para montanha de escória

09/09/2019 06:52:52

A Companhia Siderúrgica Nacional e a Harsco divulgaram no fim de semana notas a respeito das declarações de membros da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sobre o depósito de escória da empresa no bairro Volta Grande, em Volta Redonda. A comissão visitou o local na última sexta-feira e constatou que as montanhas de resíduos produzidos pela CSN não tiveram sua altura reduzida a quatro metros, como determina liminar deferida parcialmente pela 3ª Vara Federal de Volta Redonda.

Em ambos os pronunciamentos, não é negado que a decisão judicial não esteja sendo cumprida. A Harsco alega que, em conjunto com a CSN, busca alternativas viáveis para resolver a questão.

Segundo as empresas, seus representantes apresentaram aos parlamentares as iniciativas que estão sendo adotadas, entre elas o recente convênio firmado com sete municípios da região, para doação de agregado siderúrgico, bem como a disposição da empresa de firmar novos convênios com municípios e com o governo do estado, além dos estudos em andamento para novas destinações para esse material.

- Os representantes da CSN e da Harsco esclareceram também que o agregado siderúrgico não é tóxico. Ele é um coproduto gerado no processo de refino do aço e usualmente destinado para diversas aplicações, em especial a pavimentação e a terraplanagem – diz a CSN em nota.

Segundo a empresa, “estas aplicações, mundialmente consagradas, representam ganho ambiental, uma vez que possibilitam a redução de uso de recursos naturais não-renováveis, como os provenientes de mineração de rochas, areias e outros materiais primários”.

Já a Harsco informa que “vem concentrando esforços em alternativas viáveis para endereçar o problema, juntamente com seu cliente CSN”.

- A empresa vem informando aos órgãos competentes todas as ações já adotadas em cumprimento da liminar, propondo e realizando iniciativas adicionais e alternativas, além de informar a impossibilidade de cumprimento de determinadas solicitações, por estarem fora do alcance da empresa. A empresa informa ainda que sugeriu aos órgãos competentes um plano de ação para que se executem ações efetivas para o cumprimento da liminar de forma planejada, a fim de não originar um dano público ou ambiental.

Em sua nota, a Harsco diz ainda que no ano passado destinou um total de 317 mil toneladas de agregado siderúrgico beneficiado, representando um aumento de 108% na destinação, comparado com o ano de 2016, e que tem intensificado o contato com prefeituras, mediante prévia autorização da CSN, na tentativa de doar o material considerado excedente no pátio.

Comentários via Facebook

(O Foco Regional não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

18:15 Polícia