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Economia

CSN define sobre parar alto-forno 2 até o fim do mês

18/05/2020 14:39:44

A CSN vai decidir até o fim deste mês pela parada ou continuidade do alto-forno 2 da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. O presidente da siderúrgica, Benjamin Steinbruch, disse que avalia os impactos sociais da medida e a estratégica de exportação.

“Do ponto de vista estratégico faz todo sentido [manter a operação], porque se aumentarmos as exportações temos que alocar grande parte da produção do alto-forno 2 para o mercado externo. E se formos bem sucedidos com o aumento de destinos, faz sentido trabalhar com todas as linhas”, afirmou Steinbruch.

Segundo ele, o que está adiando a decisão é a questão social. Uma possível parada do alto-forno 2 pode acarretar em demissões na usina. Gerdau, Usiminas e ArcelorMittal já anunciaram paradas de altos-fornos em suas unidades no Brasil em razão da redução do mercado com o isolamento social adotado para diminuir a disseminação no novo coronavírus.

“[Não paramos o alto-forno 2] Para que a companhia não contribua com a crise ou com o agravamento da situação social. Essa discussão vai ser feita em duas semanas no máximo e tomaremos a decisão. A parte técnica toda está programada. Se decidirmos pela parada vamos fazer com a maior tranquilidade e segurança técnica, seria a terceira vez que paramos esse equipamento”, disse.

Steinbruch ressaltou que, além desses fatores, a companhia avalia o quesito queda nos custos de produção de aços planos. Segundo ele, a paralisação do alto-forno 2 irá possibilitar a diminuição da dependência da CSN do coque externo e o consumo de pelotas e de minério. “O alto-forno 2 tem um custo de produção até 10% maior que o do alto-forno 3 que, no ano passado, passou por uma reforma”.

Outro ponto estudado é o consumo do estoque que a companhia tem atualmente que, conforme o executivo, pode ser vendido no mercado interno até o final deste ano: “Do ponto de vista racional, faz todo sentido essa parada do alto-forno 2.”

Para melhorar as margens, além da redução de custos, a CSN deve reajustar os preços da tonelada de aço. O diretor-executivo da empresa, Luis Fernando Martinez, disse que o compromisso da companhia é com a recuperação de margem. Segundo ele, com a taxa de câmbio nesse patamar o prêmio do produto importado e internalizado está de 12% a 15% negativo.

“Agora em junho, vamos olhar a competitividade da cadeia de valor e vamos ver quem compra, mas não tem como não corrigir o preço. De 10 a 12% de reajuste em junho não tem como escapar”, disse Martinez, lembrando que a CSN aumentou os preços da tonelada de aço em janeiro e março.

No primeiro trimestre, a CSN teve prejuízo de R$ 1,3 bilhão, revertendo lucro de R$ 87 milhões do mesmo período de 2019. O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) não ajustado caiu 66% para R$ 511 milhões. A dívida líquida da empresa chegou a R$ 32,8 bilhões e a meta é chegar a R$ 23 bilhões ao fim de 2021. (Foto: Arquivo - 18/10/2018)

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